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100 anos da Semana de 22: O Homem Amarelo, de Anita Malfatti

Pintura mais conhecida de Anita Malfatti, o Homem Amarelo, assim como toda a obra da artista, foi causador de muitas controvérsias.

Anita foi alvo de inúmeras críticas pelo fato de seu trabalho fugir ao convencional, conforme propunham as vanguardas modernistas.

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A primeira versão da pintura foi feita durante a estadia da artista nos Estados Unidos, em carvão e pastel. Quando ela voltou para o Brasil em 1917, foi incentivada por Di Cavalcanti e Menotti del Picchia a fazer uma exposição que incluía a obra.

Foi nesse contexto que Anita recebeu a dura crítica de Monteiro Lobato, a qual foi definitivamente uma das mais marcantes e se tornou símbolo dessa forte oposição enfrentada pelos modernistas. O autor rechaçou Anita em seu artigo “A propósito da exposição Malfatti,” escrito e publicado no jornal O Estado de São Paulo.

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No entanto, segundo estudiosos, foi também nessa mesma exposição que ela conheceu Mário de Andrade, um dos maiores expoentes e realizadores da Semana de Arte Moderna. A própria Anita comentava que o escritor adorou a pintura quando a viu pela primeira vez: ‘Estou impressionado com este quadro, que já é meu, mas um dia virei buscá-lo’.

O Homem amarelo representa um imigrante italiano pobre que posou para a artista na época em que ela estudava no exterior, a artista comenta que o modelo sustentava ‘um olhar desesperado’ naquele dia.

Anita retrata de maneira sensível, inusitada e ousada a forma e cor; a figura apresenta um olhar desorientado de desalento, roupas simples, baratas e desgastadas pelo tempo, tematizando de maneira sutil as problemáticas que assolavam o mundo na época; guerras, fome e a epidemia da gripe espanhola. Seus olhos escuros são delimitados por contornos pretos, com espessas sobrancelhas em forma de acento circunflexo. O modelo pintado é apresentado desajeitadamente na tela, que não o acomoda por inteiro, como se a personagem não se encaixasse naquele espaço limitado, de maneira que suas mãos são eliminadas pelo enquadramento. Produzida entre 1915 e 1916, pesquisadores afirmam que essa pintura compõem o grupo mais radical produzido pela autora, do qual fazem parte obras como O japonês, A estudante russa e A mulher dos cabelos verdes.

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Apesar da grande rejeição que a artista enfrentou na época, ocasionada pelo meio cultural brasileiro extremamente conservador e muito contrário à mudanças e posicionamentos que questionavam a ordem vigente. Anita resistiu, ao lado de figuras proeminentes como Tarsila do Amaral e Patrícia Galvão, que subverteram as expectativas acerca do que se esperava das mulheres da época, transgredindo a lógica sistema patriarcal imposto e deixando um histórico legado para artes visuais brasileiras.

 

por Letícia Polizelli com edição de Luiza Camargo




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