Série Grandes Diretores: Antunes Filho

A SP Escola de Teatro segue em sua série de minibiografias de grandes diretores da história do teatro mundial.

Na lista, há importantes nomes, como João das Neves, Eugênio Barba e Augusto Boal.

Nesta sexta-feira, 28, nosso homenageado é o diretor Antunes Filho, considerado pela crítica especializada um dos principais nomes do teatro brasileiro.

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Antunes nasceu em São Paulo, em 12 de dezembro de 1929, no tradicional bairro do Bixiga. Na juventude, chegou a entrar na Faculdade de Direito da USP, mas desistiu do curso para estudar artes dramáticas.

Sua estreia no teatro foi em 1953 com a peça “Week-end”, de Noel Coward. Em 1958, fundou a companhia Pequeno Teatro de Comédia e dirigiu o espetáculo “O Diário de Anne Frank”, ganhando prêmios da Associação Paulista de Críticos de Artes e da Associação Carioca de Críticos Teatrais.

Em meados dos anos 1960, Antunes Filho encenou sua primeira peça de Nelson Rodrigues, “A Falecida”. Anos depois, montou “Bonitinha, mas Ordinária”, e adaptou “Vestido de Noiva” para uma série de teleteatro na TV Cultura.

Ganhou destaque e prestígio como diretor teatral ao montar “Macunaíma”, baseado na obra de Mário de Andrade, em 1978.

Cena de Macunaíma. Foto: Emidio Luisi

Durante a ditadura militar dirigiu a peça “Vereda da Salvação” (1964), de Jorge Andrade, que foi remontada na década de 1990.

Nos anos 1990, criou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), escola de formação e grupo teatral por onde passaram importantes nomes do teatro nacional.

Com o CPT, montou as peças “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1986), “Paraíso Zona Norte” (1990), “Novas e Velhas Estórias” (1991), “Macbeth – O Trono de Sangue” (1992), “Gilgamesh” (1995) e “Drácula e outros Vampiros” (1996).

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Em 1998, apresentou a evolução na pesquisa do ator com “Prêt-à-Porter”, uma série de espetáculos formados por peças curtas, escritas e dirigidas pelos próprios atores, através dos procedimentos desenvolvidos na busca de novos horizontes do teatro.

Em 1999, montou com o grupo Macunaíma a tragédia grega “Fragmentos Troianos” (1999), adaptação de “As Troianas”, de Eurípedes.

Em 2006, recebeu o Prêmio Bravo! de Melhor Espetáculo Teatral do Ano pela peça “A Pedra do Reino” (2006).

A última montagem de Filho no teatro foi a peça “Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse”, texto do francês Jean-Luc Lagarce que estreou no teatro do Sesc Consolação em setembro de 2018.

Em maio de 2019, o teatro brasileiro perde um de seus principais nomes com o falecimento do diretor em decorrência de um câncer.




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