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No mês da visibilidade trans, Coletiva Profanas, com o apoio do Satyros, promove espetáculo de transdramaturgia na casa de cultura do Butantã

Neste sábado, 22, às 20h, na Casa de Cultura Butantã, estreia o espetáculo Cartas Para(Ti), peça produzida pelo Coletiva Profanas em parceira com a Cia. de Teatro Os Satyros, e com dramaturgia e direção de Manfrin, que foi uma das artistas convidadas da SP Escola de Teatro em 2021.

A peça conta a história de uma mãe que sempre para, de um filho que sempre anda e uma travesti grávida, e é a primeira parte de uma trilogia de transdramaturgias que foram escritas em 2021 pela autora. O evento é totalmente gratuito!

10ª edição da SP Transvisão, promovido pela ADAAP, mostra força do universo LGBTQIA+ com shows, debates e documentário; confira a programação!

Pensada no início para ser transmitida digitalmente por conta da pandemia, Cartas Para (Ti), põe em cena três artistas trans: Fábia Mirassos (atriz e visagista); Kaique Theodoro (homem transcarioca, cantor e ator) e Manfrin (diretora e atriz travesti). A peça se debruça sobre a pesquisa da presença cênica e da utilização dos artifícios digitais. Fábia interpreta a Mãe, uma personagem que NUNCA sai de casa, está sempre, PARADA. Já Kaique interpreta o Filho, um personagem que NUNCA para, está sempre em deslocamento, seja de bike, de carro ou de metrô. Já Manfrin interpreta a misteriosa travesti grávida chamada Joana, a única que transita entre realidade, memória e alucinação parindo um filho de si mesma.

A atividade é presencial, o uso de máscara é obrigatório e para acessar o espetáculoé necessário apresentar o passaporte vacinal completo!

O grupo de teatro (Coletiva Profanas), realizador do evento, foi formado na USP em 2018, por Manfrin, Vinicius de Oliveira e Dimitria, a partir de uma residência artística próxima à faculdade, no Butantã. A maioria das peças possui temática autobiográfica, algumas delas são: fRUtAS&tRANS-GRESSÃO, Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos; PALESTINA LIVRE! (2019); FURA! ou Um objeto de penetração (2020). Em julho de 2021, a Coletiva Profanas completou três anos de existência e lançou o site oficial do grupo; o livro Trilogia de solos para Trans-i-(acionar!) pela Editora Patuá e o longa-metragem da peça fRUtAS – o filme.

TBT: Relembre a participação da cartunista Laerte no SPTransvisão há 9 anos!

Manfrin Manfrin é Doutoranda em Artes Cênicas pela USP na área de Teoria e Prática do Teatro.  É dramaturga, performer, atriz, diretora, arteducadora e pedagoga de gênero. É formada em Artes Cênicas e Interpretação Teatral pela UnB e Direção Teatral pela UFBA. Defendeu em 2021 sua pesquisa de mestrado intitulada “Práxis Queer da cena: Percurso de corpos travestigêneres e trans não Binários nas artes cênicas contemporâneas brasileiras” sob orientação do estudioso de Teatro e Gênero Prof. Dr. Ferdinando Martins, professor da USP. É autora das obras autobiográfica “fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO. Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos.”(2018); “COCO!” (2019); “FURA! ou um objeto de penetração!” (2020) e “Cartas Para(Ti)” (2021).

Fábia Mirassos atua desde 2005 na Cia de teatro Os Satyros, como visagista e/ou atriz, e já participou de espetáculos como A vida na Praça Roosevelt (2005); Justine (2016); Pink Star (2017). Já trabalhou com o grupo Os Babilônicos, nas peças Por Trás das Lonas de Babilon” (2016); Cia do Terreno; [A]Gente (2018), e Cia Mungunzá. Além de protagonizar os espetáculos Máquina Branca, de Ave Terrena Alves (2019) e participar de Interditos, de Nelson Baskerville, e “Brian ou Brenda”, de Franz Keppler, que lhe rendeu prêmio de melhor atriz coadjuvante do Observatório do Teatro. No audiovisual, protagoniza em 2020 a série Nós, do Canal Brasil e participa de Todx Nós, da HBO. Com o advento da pandemia, estrelou e co-produziu com o Estúdio NU o curta Isolatta e as peças-metragens Isso Não é Uma Peça (2020) e Porco-Espinho (2021), híbridos de teatro e audiovisual, além de participar de projetos de teatro online com o Coletivo Labirinto.

Rita Miranda e Laércio Motta, artistas egressos da SP, promovem espetáculo infantil digital e gratuito!

Kaique é de Jacarepagua, zona oeste carioca, artista transmasculino, realiza uma pesquisa na área da música focada em narrativas cotidianas e poesias nas batidas do funk somadas ao pop nacional, o que traz uma sonoridade única às suas canções. Em sua carreira, o cantor e ator já se apresentou em eventos memoráveis como a Festa de Encerramento da Parada LGBT (2018), Festival Transarte (2018), Corpos Visíveis, na Fundição Progresso (2018), Festival Trama Afetiva, CCSP (2019), 50 Anos de Stonewall, Circo Voador (2019), Marcha Pelo Orgulho Trans, Largo do Arouche (2019), entre muitos outros. Fez também trabalhos na publicidade para Skol Beats, Olla, Nivea, assim como atuou na série As Five como convidado especial e O Santo.

 




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