Elenco de nova peça dos Satyros convida o público a conhecer futuro desesperador

Publicado em: 19/02/2021

A Cia. de Teatro Os Satyros estreia nesta sexta-feira, 19, seu novo espetáculo, As Mariposas. A história se passa em um 2121 distópico e é protagonizada por 13 personagens, que têm suas próprias cenografias e figurinos.

Os Satyros vão lançar 3º filme, a Arte de Encarar o Medo, com locações em 8 países

Nesta realidade futurística, não há mais natureza e as pessoas lutam diariamente contra uma peste, que fez a sociedade se tornar majoritariamente digital, controlada por redes sociais através de avatares.

O chefe desta nação é um presidente totalitário que tem 87 filhos e eles controlam um gabinete misterioso que, em múltiplas gavetas, guardam as memórias individuais e coletivas dos humanos.

Os Satyros estreia peça sobre futuro distópico em que não há natureza e as redes sociais dominam o mundo

A dramaturgia é dos fundadores do grupo, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e é inspirada no uso desenfreado e perigoso das mídias digitais e a crescente destruição do meio ambiente, duas tristes realidades cada vez mais comuns na vida atual.

Parte do elenco do espetáculo contou para a SP Escola de Teatro como é a experiência de atuar em Mariposas e  realizar um espetáculo digital; confira!

Silvio Eduardo, ator:

A descoberta da possibilidade da linguagem digital trouxe esperança em um tempo de mentes e sentimentos aprisionados, e nos confirmou, mais do que nunca, que a arte resiste, persiste e sempre encontrará um jeito de continuar! As Mariposas foi um mergulho profundo para se entender as possíveis consequências das nossas falhas de humanidade para o futuro. Foi intenso, dolorido e necessário para entender quem somos e para onde estamos indo… E se realmente queremos seguir este caminho. Além disso, foi um trabalho de intenso aprofundamento estético na linguagem digital, nos trazendo grandes desafios e nos fazendo enxergar infinitas possibilidades“.

Mariana França, atriz:

O processo de criação do espetáculo foi intenso. Nos debruçamos em diversas obras distópicas, desenvolvemos seminários e experimentos audiovisuais durante todos esses meses de forma remota. Sinto que foi uma redescoberta em vários sentidos, visto que aquilo que há anos atrás era uma distopia impossível de acontecer ela já acontece na ciência, no contexto político e social. Foi como olhar para o poço e conseguir ver nosso reflexo no fundo dele. É assustador pensar o quão próximos estamos desse caos. O espetáculo é ousado. Quando achávamos que já tínhamos explorado todas as possibilidades digitais na peça “A arte de encarar o medo”, vem “As Mariposas” e mostra que há um universo novo. Cada ator transformou sua casa num teatro. São 13 universos paralelos, 13 espetáculos em cada janela que você vê no zoom.  Ivam e Rodolfo costuraram essa trama de forma que todo o elenco é protagonista. Cada personagem ali poderia ter sua própria peça solo, cada um é uma espécie distinta de mariposa, mas no final todas caminham em direção da mesma luz.”

Júlia Bobrow, atriz:

Nosso processo de criação digital é bem parecido com o físico. Mas agora transformamos nossas casas em palco e levamos o teatro até a sua a casa. Não vamos parar. Mas no espetáculo, questionamos: Como cuidamos do nosso planeta até agora? Como isso afetou nossas relações? Qual realidade deixaremos para as próximas gerações? ”.

Devido à pandemia de Covid-19, As Mariposas inicia a temporada totalmente em formato digital, com ingressos disponíveis na plataforma Sympla do grupo.

Estreia digital: 19 de fevereiro (6ªf), às 21h
Horários: quinta-feira, sexta-feira e sábados às 21h; domingo às 18h.

Ingressos: R$10,00 e gratuito

Temporada: até 25 de abril

Por Henrique Melo e Luiza Camargo

Ivam Cabral e Diego Ribeiro Foto por Andre Stefano




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