Estudantes da SP Escola de Teatro apresentam peças nas Satyrianas

De 11 a 14 de outubro, a Praça Roosevelt e os espaços culturais da região central de São Paulo recebem as Satyrianas, tradicional festival que, em sua 19ª edição, oferece mais de 600 atrações gratuitas durante 78 horas ininterruptas de programação.

A sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, claro, faz parte da festa, mas não para por aí: estudantes da Instituição, atuais e egressos, também apresentam trabalhos nas Satyrianas, aqui e em outros lugares do festival. Abaixo você confere alguns dos destaques que envolvem aprendizes. Se liga:

“Ouça o Canto do Amor Dentro de Ti” (Processo de criação)
Quinta, 23h, no Satyros 1

O trabalho acompanha um grupo de teatro que quer encenar uma peça sobre histórias de amor. As cenas que surgem nos ensaios refletem diversos acontecimentos relacionados à discriminação racial no Brasil, fazendo com que inevitavelmente se desviem da temática inicialmente proposta. Com as discussões entre o grupo, os atores revelam mais sobre as suas próprias angústias, opiniões, sonhos, medos, desejos, contradições, afetos, e memórias do que as das personagens que pretendem interpretar. Tais conflitos conduzirão o grupo a repensar as suas formas de existência, bem como as suas formas de fazer arte, na medida em que se questionam se seria revolucionário, para elas e eles, falar de amor.

Estudantes: Deni Marquez e Gabriel Cândido (egressos de Atuação); Natália Peixoto (egressa de Iluminação).

“Príncipe Crioulo”
Sexta, 15h, na SP Escola de Teatro

Rafael foi transferido para escola que a mãe trabalha. Em meio a um cenário de mudanças e novas perspectivas almeja o papel de príncipe na peça de fim de ano, porém, após sofrer preconceito por parte de colegas e professores, acredita ser necessário raspar seus cabelos crespos para ser escolhido. Rosa, ao perceber o que acontece com o filho procura ajudá-lo a construir sua identidade racial e revê a forma que lida com os profissionais da instituição que coordena.

Estudantes: Amanda Abdo, Danndhara Shoyama, Gabriela Rinaldi, Morgana Farat (Cenografia e Figurino); Laiza Fernanda (Direção); Cíntia Morais, Thiago Leão (Dramaturgia); Antonia Pinheiro, Camille Vilela, Guilherme Padilha, Lucas Laureno Lima (Humor); Hélio Alves da Silva, Matheus Espessoto, Marcelo Machado (Iluminação); Axl Cunha, Gustavo Rodrigues, Lucas Pinheiro Paiva, Thayna Carvalho (Sonoplastia); Andréia Mariano, Jeniffer Rufino, Thamara Carvalho (Técnicas de Palco).

“O Mundo de Tludi”
Sexta, 15h, na SP Escola de Teatro

Tludi é um alienígena que vive em um mundo sem formas, cor, e sem luz. Após presenciar a explosão de seu mundo, Tludi viaja pelo universo e passa pelo mundo dos pontos, da seta, círculos, quadrado e triângulos, até finalmente chegar no planeta terra. Um espetáculo educativo para crianças, onde temas como amizade, comunicação e afeto são abordados.

Estudante: Vinicius Cosant (Humor).

“Voyeur”
Sexta, 20h30, na SP Escola de Teatro

‘Voyeur’, aquele que espia. Dramaturgicamente baseada em desdobramentos do próprio ‘voyeur’ em personagens e em mentalidades simbólicas, a obra propõe a instauração de estados a partir ‘do olhar’. Sua versão atual propõe uma abertura crítica em relação ao papel da mulher na sociedade e na própria obra revisitada.

Estudante: Vinicius Cosant (Humor).



“A Verdadeira História da Lacração”
Sexta, 23h30, na SP Escola de Teatro

Toda trabalhada no falocentrismo discreto da família tradicional brasileira, MBL (Movimento das Bixa Loukíssima) é uma trupe performática que decidiu jogar “a verdadeira história da lacração” no ventilador. O trabalho, que tem como base de pesquisa os textos de Paul Preciado, é uma fricção entre o conservadorismo heterocentrado e delirante frente a personas que trazem corpos que transitam entre não humano, o surrealismo e a “transviadagem”. Com ironia, aborda a violência instaurada pela norma vigente no contexto brasileiro sobre xs corpes todes.

Estudantes: Teo Duarte (egresso de Atuação); Gabriela Gatti, Millena Cabral, Victor Paula (Cenografia e Figurino); Juliane Maria, Vitor D Diaz, William Nobre (Humor); Janaína Maranhão (egressa de Humor); Florido (Direção); Wander B. (Dramaturgia); Jennifer Soares, Ana Rosseto (Iluminação); Eric Jorge, Felipe Moraes, Humberto Alves (Sonoplastia); Igor Souza (egresso de Sonoplastia); Angeli Cristie, Matheus Tomé (Técnicas de Palco); Ingrid Oliveira (egressa de Técnicas de Palco).

“O Fantasma que Dança Rumba”
Dia 13, 15h, na SP Escola de Teatro

Peça performativa em que as fronteiras entre a realidade e a ficção são colocadas em xeque diante de um monólogo escrito a partir de um enigmático distúrbio: a paralisia do sono.

Estudantes: Wander B. (Dramaturgia); Hamilton Carlos Coelho (egresso de Iluminação).



“+55” (Abertura de processo)
Sábado, 16h, na SP Escola de Teatro

Quatro narradores contam a história de um celular comum. Nascido na guerra, ele sai da África em busca de um propósito e acaba encontrando em três pessoas uma chance de redenção. A montagem discute as relações humanas na era tecnológica e mostra como os celulares podem diminuir distâncias e manter tradições.

Estudantes: Maria Martins (Atuação); Aline Machado, Sérgio Passareli (egressos de Atuação); Lennin Modesto (Cenografia e Figurino); Náshara Silveira (Direção); Gabriela Maia (egressa de Direção); Gustavo Coltry, Júnior Oliveira (egressos de Dramaturgia); André Mutton (Iluminação); Leonardo Manffré (Sonoplastia).



“Sei Lá Vi”
Domingo, 2h, no Espaço Parlapatões

Primeira montagem da Companhia do Estevão Maravilha, a peça é encenada a partir da metalinguagem dos próprios atores realizando uma peça de teatro. As cenas são divididas em números de variedades e se referem a cada fase da vida, como infância, juventude, maturidade e velhice. Ao falar de ilusão, a linha entre realidade e fantasia torna-se mais tênue e o jogo, mais vivo.

Estudantes: Bruna Assis (egressa de Atuação); Karine Lopes (egressa de Cenografia e Figurino); Rodrigo Horta (egresso de Humor); Lui Seixas, Rodrigo Oliveira (egressos de Iluminação); Lucas Pinheiro Paiva (egresso de Sonoplastia).



“Selvagens”
Domingo, 20h, na SP Escola de Teatro

As situações-limite estão inseridas no nosso cotidiano e estão mais perto que imaginamos. A qualquer momento podemos ver o selvagem de alguém, ou pior, podem ver o nosso. Personagens mostram que de perto, bem de perto, o absurdo está à espreita.

Estudantes: Juliana Ostini, Herácliton Caleb, Tadeu Ibarra (egressos de Atuação); Carolina Rateiro (Iluminação).



“Antígona XXI: O mundo é um desespero e o inimigo avança”
Domingo, 22h, no Satyros 1

Escrita em 442 a.C., a tragédia de Sófocles em que Antígona decide enfrentar o governo e, com isso, colocar a própria vida em risco para dar um enterro digno ao seu irmão, continua atual. Na montagem, resultado da Oficina Livre de Intepretação do Satyros, cuja coordenação é de Rodolfo García Vázquez e tem a direção de Gustavo Ferreira e Tiago Leal, a filha de Édipo ganha voz não em apenas uma, mas em várias mulheres que, em suas singularidades, cantam Antígonas únicas que se levantam contra as leis conservadoras de Creonte.

Estudante: Tati Miiller (Iluminação).



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