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Pesquisadora argentina Julieta Grinspan promove revista bilíngue que discute teatro latino; confira sua entrevista à SP

Publicado em: 30/05/2022 |

No último mês de abril, a artista, pesquisadora e professora argentina Julieta Grinspan, que integra a Rede de Artes Performativas e Sociedade da SP Escola de Teatro, foi uma das coordenadoras do livro Teatro Situado Revista de artes Escénicas con Ojos Latinoamericanos. N° 4. Territorios abiertos en las Artes Escénicas. A obra é gratuita e bilíngue (português-espanhol) e propõe uma ampla visão do teatro latino- americano, assim como discussões pertinentes acerca do tema. Para adquiri-la basta acessar o link.

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A revista trabalha temas atuais, um deles é a situação do teatro antes, durante e após o distanciamento social em decorrência da pandemia de COVID-19, assim como a atuação políticas dos países latinos com relação à cultura. Em entrevista à equipe de comunicação da SP, Julieta falou um pouco sobre a importância de tal abordagem,  ao comentar que a primeira edição nasceu no contexto de pandemia. Portanto, um dos motes do projeto foi expor como estavam as comunidades teatrais neste momento tão singular da história.

Além disso, a professora também explica a importância do vínculo com a SP Escola de Teatro nessa fase de concepção da revista. Para ela, a instituição aproximou e corroborou para os primeiros anseios da obra, que busca articular incisivamente o teatro brasileiro com o teatro argentino, cubano e de outros países sul-americanos. A estudiosa pontua que tal reconhecimento de pares é essencial, pois apesar de apresentarem outras vivências, convergem em muitos aspectos por possuírem algumas nuances (políticas, sociais e até artísticas) semelhantes.

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A revista busca trabalhar com percepções diversas, entender como é consumido o conhecimento, quais categorias teatrais foram ocultadas e quais circulam por caminhos não habituais. Em função disso, Julieta comenta que a obra realiza uma revisão das práticas passadas e atuais para entender onde reside o latino-americano, como nascem os vínculos e como isso contribui para a construção de identidades e teatralidades.

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Nesse contexto, Teatro Situado Revista de artes Escénicas con Ojos Latinoamericanos. N° 4. Territorios abiertos en las Artes Escénicas promove espaços de reflexão e debate, promovendo a construção e circulação do conhecimento, das heranças e formas dos processos de ensino/aprendizagem teatral. Tendo isso em vista, o livro é uma boa oportunidade para estudantes de teatro aprenderem e se aprofundarem mais sobre o tema.

Confira abaixo a entrevista completa com a coordenadora:

 

Capa da Revista de Artes Escénicas con ojos Latinoamericanos ‘Teatro Situado’ n4. Saiba mais: http://augustoboal.com.br/2022/04/29/teatro-situado-revista-de-artes-cenicas-com-olhos-latino-americanos-n-4-territorios-abertos-nas-artes-cenicas/

 

1- Por que fazer uma revista de artes cênicas com essa abordagem (teatro latino-americano)? Como nasceu a ideia?

Ampliar referências teatrais, patrimônios e saberes podem ter sido alguns dos motes que nos levaram a dar vida ao projeto da revista. O reconhecimento de pares, que, como nós, percorrem outros caminhos e ao mesmo tempo carregam consigo nuances semelhantes que compõem o mundo das artes cênicas.

A revista surge mais como um desejo do que como uma necessidade de convicção na existência de diferentes formas de lidar e trabalhar para construir posições comuns e diversas em torno das perspectivas latino-americanas. Foi e é nossa intenção contribuir com essas reflexões e com as formas de pensar sobre nossos teatros e caminhar sobre os conflitos e possibilidades que se abrem com as experiências que vamos conhecendo e compartilhando entre realizadores e leitores.

Podemos afirmar que a pandemia, quando surge a primeira edição, foi decisiva. Talvez tenhamos encontrado uma forma de ressignificar nossos dias no esforço de construir uma comunidade além das distâncias e da ausência de cenários. Escolhemos, se eu pudesse resumir em uma palavra, a união. Nos entusiasmamos muito pensando e repensando os nossos teatros da época. Nossos apelos ecoaram nos teatros da América Latina e do Caribe e continuamos trabalhando para dar continuidade a um projeto que vai tomando mais forma a cada edição.

 

2- Para você, qual é a importância dessa perspectiva intercultural para os estudantes de teatro latino-americanos?

Nosso interesse é o de tornar a revista um espaço de reflexão e debate. Propor questionamentos e, por que não, confirmar as coincidências que encontrarmos. Sejam essas teatrais, culturais ou aquelas que fazem o futuro político em nossos territórios. Nesse sentido, a construção e circulação do conhecimento, as heranças e as formas dos processos de ensino/aprendizagem são alguns dos temas que destacamos. Atender criticamente como e de que forma consumimos o conhecimento, quais métodos ou categorias teatrais foram sistematicamente ocultados, e quais circulam por outros caminhos que não são os canais habituais de formação, divulgação, sustentação e enriquecimento da riqueza da formação e das experiências teatrais em Nossa América, torna-se essencial para nós todos os dias.  Quais são nossas ideias e como contribuímos para expandi-las e construir outras referências? Como caminhar no processo de aprendizado, conhecer e reconhecer-se com um olhar latino-americano? São questões que aparecem recorrentemente e às quais nós voltamos para pensar nossas práticas. Práticas que começam muito antes da análise deste ou daquele resultado, ou seja, da produção acabada, práticas que exigem nossa disposição de pensar sobre elas e compartilhá-las a partir dos processos de produção, dos marcos, dos contextos em que são produzidas. Neste sentido, os espaços formais e não formais de formação desempenham um papel fundamental.

 

3-Como foi o processo de pesquisa e curadoria para a constituição da revista?

Assim como algumas vezes alguns personagens tendem a ser construídos a partir da proximidade com quem os representa, a revista se assemelha bastante a esse processo de criação. Tanto Mariana Szretter (Buenos Aires) quanto Mariana Mayor (São Paulo), com quem coordeno a revista, são pilares fundamentais no lançamento desta. Pessoas próximas, que compartilham os mesmos interesses, olhares e posições. A partir do local montamos os dispositivos necessários e relacionamos com nossas ideias para colocá-las em prática a partir daí.

Os começos podem ser maravilhosamente convulsivos e aqui isso não foi exceção. O apoio recebido das Ediciones Hasta Trilce, com Federico García, do Instituto Augusto Boal e Cecilia Boal, da Revista Conjunta, da Casa de las Américas dirigida por Vivian Martínez Tabares, foi e ainda é importante. Com carinho, eles pegaram nossa revista como sua e hoje continuam contribuindo para fortalecê-la, colocando à nossa disposição suas ferramentas, propostas, redes e conhecimentos.

Esses exemplos, suportes essenciais, cresceram até hoje, quando a revista conta com um Conselho Consultivo que trabalha arduamente com propostas, correções e traduções. Este último ponto é de grande importância para nós, pois a revista é bilíngue, espanhol/português.

 

4- Qual a importância de fortalecer as relações latino-americanas no campo cultural/artístico, de divulgar revistas com obras como o Teatro Localizado. Revista de artes cênicas com olhos latino-americanos. N° 4. E de alianças como a com a SP?

No final de nossa revista, há um parágrafo impresso que considero que expressa de forma muito próxima nossa intenção de parar e produzir a partir de uma perspectiva latino-americana, o que, claro, não acontece a partir do momento em que é nomeado, e que, embora seja um grande passo, requer uma revisão de nossas práticas passadas e atuais para descobrir onde reside o latino-americano, como se abrem os vínculos e o que tudo isso contribui para a construção de identidades, teatralidades que seguem essas linhas de ação.

Situado Theatre é uma revista em vários idiomas. Muitas vozes afluem a ela. As realidades que ela documenta são contados em espanhol, e também são contadas em português. Não é uma revista em espanhol. Nem em português. Ela fala a linguagem do teatro em qualquer uma das línguas, alguns critérios editoriais definem as formas de organizá-la, mas não há fronteiras nela, como não há fronteiras no teatro e como não deveria haver no mundo. Nesse sentido, está toda abertas as portas das linguagens e essas não aparecem mais aqui como barreiras, mas como possibilidades, terreno amigável para articular e compartilhar objetivos que, até pouco tempo atrás, não sabíamos, mas são objetivos comuns. O vínculo estabelecido com SP nos aproxima e de alguma forma corrobora os primeiros anseios da revista. Tecer, construir espaços entre vários coloca-nos num tempo e espaço diferentes do originalmente concebido. Ela marca um passo diferente para nós e produz, podemos afirmar, algo bastante semelhante à transformação de nossas ações, para modificar, ainda que um pouco, a maneira de olharmos, pensarmos em nós mesmos e nos vincularmos entre os territórios da América Latina.

 

5- Com base nas reportagens e estudos compilados para a revista, você vê semelhanças na forma como o Brasil e outros países da América Latina enfrentaram o desafio do teatro virtual, fortalecido durante a pandemia?

Nossa primeira edição surge em plena pandemia. Achamos pertinente que os artigos se dedicassem a contar, pensar, propor a situação dos diferentes territórios naquele momento. Reunimo-nos primeiro com a vontade de quem participou e de quem, no meio de inúmeras adversidades em que todos estávamos, dedicou o seu tempo a expor como foi passar dentro das comunidades teatrais este momento de isolamento, de dor e perdas pela falta de trabalho dos artistas. Nesse contexto, pensamos sobre que medidas tomaram ou não os Estados a este respeito e que ações foram tomadas pelos próprios coletivos para se sustentarem.

Nessa conjuntura, junto com a proposta de escrever e refletir sobre o momento, enviamos a todos a ideia de organizar os acontecimentos como ‘antes, durante e futuros possíveis’, uma vez que, naquele momento, achávamos que a Pandemia acabaria. Desta forma, pudemos abordar as obras apresentadas como referência, cuja as condições de produção existentes naquele momento estavam firmemente sustentadas pela situação precária que não era novidade, mas ao contrário, era uma prática habitual e que se aprofundou com o isolamento e com a Pandemia.

Há também uma linha comum que é desenhada nos artigos, que é a de pensar em nós mesmos e em um futuro próximo. Em como, ou melhor dizendo, em que teatro, que forma de conectar e que ferramentas colocamos em ação. Ou seja, que teatros imaginamos.

Embora abundam as linhas e coincidências, também existiram experiências como a dos artigos que vieram de Cuba e que convidamos todos a ler.

O notável, ou o que vale destacar, é o trabalho incansável daqueles que, em meio a essa situação, continuaram trabalhando dentro e fora do teatro. Nos bairros, nas escolas, dos espaços de gestão para cuidar dos outros e de si naquele momento. É notável, dizemos, também sabemos que não foi um esforço que durou um mês, um ano ou dois. Foi e é o trabalho diário realizado por inúmeros artistas em muitos e muitos espaços da América Latina e do Caribe. Porque confiamos, talvez, que não conseguiremos aquele teatro libertador que ansiamos se mantivermos as portas fechadas.

Confira também a entrevista em espanhol:

1- Por qué hacer una revista de artes escénicas con este enfoque (teatro latinoamericano)? ¿Cómo nació una idea?

Ampliar las referencias teatrales, las herencias y los saberes puede que hayan sido algunos de los motores que nos impulsaron a darle vida al proyecto de la revista. El reconocimiento de pares, que, como nosotras, caminan otros suelos y que al mismo tiempo llevan consigo matices similares que conforman el mundo de las artes escénicas.

La revista surge como deseo más que necesidad en el convencimiento que existen redes de distintas formas que se ocupan y trabajan para construir posiciones comunes y diversas en torno a las miradas latinoamericanas. Fue y es nuestra intensión aportar a estas reflexiones, a los modos de reflexionar sobre nuestros teatros y andar sobre conflictos y posibilidades que se abren con las experiencias que vamos conociendo y poniendo en común entre hacedorxs y lectorxs.

Podemos afirmar que la Pandemia, momento en que aparece el primer número, fue determinante. Hallamos quizás, una manera de resignificar nuestros días en el afán por construir comunidad más allá de los distanciamientos y las ausencias de escenarios. Elegimos, si fuera esta la palabra, acompañarnos. Entusiasmarnos a pensar y repensar nuestros teatros en ese momento. Nuestras convocatorias hicieron eco en los hacedorxs teatrales de Latinoamérica y el Caribe y seguimos trabajando para dar continuidad a un proyecto que va tomando forma número a número.

 

2- Para ti, ¿cuál es la importancia de esta perspectiva intercultural para los estudiantes de teatro latinoamericanos?

Desde la revista nos interesa propiciar espacios de reflexión y debate. Abrir preguntas y, por qué no, afirmarnos sobre las coincidencias que vamos encontrado. Las teatrales, las culturales, las que hacen al devenir político en nuestros territorios. En ese sentido, la construcción de conocimiento, la circulación de saberes, las herencias y las formas de los procesos de enseñanza/aprendizaje son algunos de los temas que ponemos en relieve. Atender críticamente cómo y qué manera consumimos los conocimientos, cuáles han sido sistemáticamente ocultados, que métodos o categorías teatrales circulan por otros caminos que no son los canales habituales de formación, divulgación, sostienen y enriquecen la riqueza de las experiencias formativas y teatrales en Nuestramérica, se nos vuelve cada día imprescindible. ¿Cuáles son nuestros imaginarios y cómo aportamos en ampliarlos para construir otras referencias? ¿Cómo hacer pie en la manera de aprender, conocer y reconocernos con una mirada latinoamericana?  Son preguntas que aparecen recurrentemente y a las que recurrimos para pensar nuestras prácticas. Prácticas que comienzan mucho antes que el análisis de tal o cual resultado, es decir, la producción terminada, prácticas que requieren nuestra disposición a pensarlas y compartirlas desde los procesos de producción, los marcos, los contextos en los que se producen. En ese sentido, los espacios de formación formales y nos formales juegan un rol fundamental.

3-Cómo fue el proceso de investigación y curaduría para la constitución de la revista?

Así como a veces algunos personajes suelen construirse dese la cercanía a quien los representa, la revista se asemeja bastante a ese proceso de creación. Tanto Mariana Szretter (BS As) y Mariana Mayor (San Pablo) con quien coordino la revista son pilares fundamentales en la puesta en marcha de la revista. Personas cercanas, que compartimos los mismos intereses, miradas y posiciones.  Desde lugar montamos los dispositivos necesarios y afines a nuestras ideas para desde all´, ponerlas en práctica. Los inicios pueden ser maravillosamente convulsionados. Este no fue la excepción. Fue, y aún lo es, invalorable los apoyos recibidos desde Ediciones Hasta Trilce, con Federico García, el Instituto Augusto Boal y Cecilia Boal, de la Revista Conjunto, de Casa de las Américas dirigida Vivian Martínez Tabares. Recogieron amorosamente nuestra revista como propia, y todavía hoy siguen aportando al fortalecimiento poniendo a nuestra disposición sus herramientas, propuestas, redes, conocimientos.

Estos ejemplos, apoyos imprescindibles han crecido hasta hoy, momento en que la revista cuenta con un Consejo Asesor que trabaja muchísimo con propuestas, correcciones y traducciones.  Este último punto es de gran importancia para nosotras puesto que la revista es bilingüe, español/portugués.

4-  Cuál es la importancia de fortalecer las relaciones latinoamericanas en el ámbito cultural/artístico, de difundir revistas con obras como la de Teatro Situado. Revista de artes escénicas con ojos latinoamericanos. N° 4. ¿Y las alianzas con la tuya y SP?

Sobre el final de nuestra revista, hay impresa un párrafo que considero expresa de una manera muy cercana nuestra intencionalidad a la hora de pararnos y producir con desde una perspectiva latinoamericana, que claro, no sucede desde el momento mismo en que se nombra, y que, si bien es un gran paso, requiere de la revisión de nuestras practicas pasadas y actuales para  descubrir en dónde reside lo latinoamericano, cómo de abren los vínculos y qué de todo esto aporta en la construcción de identidades, teatralidades que sigan estas líneas de acción.

Teatro Situado es una revista en muchas lenguas. Muchas voces acuden a ella. Las realidades que relata se cuentan en español, se cuentan en portugués. No es una revista en español. Ni en portugués. Habla el lenguaje del teatro, en cualquiera de las lenguas. Algunos criterios editoriales definen los modos de organizarla. Pero no hay fronteras en ella. Cómo no las hay en el teatro. Como no debería haberlas en el mundo.

En este sentido, al haber abierto las puertas de los idiomas, aparecen ya no como barrera sino como posibilidades, terrenos amigos ara articular y poner en común objetivos que, no lo sabíamos hasta hace poco, son, objetivos comunes. El vínculo establecido con SP nos acerca y de alguna manera corrobora los deseos primeros de la revista. Tejer, construir espacios entre varios nos coloca en un tiempo y espacio diferente del concebido originalmente. Nos marca un paso diferente y produce, podemos afirmar, algo bastante parecido a la transformación de nuestros actos, a modificar, aunque sea un poco, la forma de mirarnos, de pensarnos, de vincularnos entre los territorios de Latinoamérica.

 

5-  Con base en los reportajes y estudios recopilados para la revista, ¿ve similitudes en la forma en que Brasil y otros países de América Latina enfrentaron el desafío del teatro virtual, fortalecido durante la pandemia?

Nuestro primer número aparece en plena Pandemia. Creímos pertinente que los artículos estuvieran dedicados a contar, pensar, proponer la situación de los diferentes territorios en ese momento. Nos encontramos primero, con la voluntad de quienes participaron, que, en medio de un sin número de adversidades, en las andábamos todos y todas, dedicaron su tiempo a exponer cómo era el pasar de las comunidades teatrales en es momento de aislamiento, de dolor por las pérdidas, de la falta de trabajo de los y las artistas. Qué medidas o no, habían tomado los Estados al respecto y qué acciones se desprendían de los propios hacedores para sostenerse.

Así mismo, junto con la propuesta a escribir y reflexionar sobre el momento, les hicimos llegar afortunadamente, la idea de contextualizar los acontecimientos entre un antes, durante y futuros posibles, una vez, pensábamos en ese momento, que la Pandemia finalizara. Así, pudimos acercarnos teniendo como referencia los trabajos presentados, que las condiciones existentes de producción en ese presente estaban firmemente apoyadas en la precaria situación que no era notica, sino por el contrario, práctica habitual y que se había profundizado con el aislamiento, con la Pandemia.

Existe, además, una línea común que se traza en los artículos. La de pensarnos, decíamos, en un futuro cercano. En cómo, o, mejor dicho, qué teatro, qué manera de vincularnos, qué herramientas ponemos en acción. Es decir, qué teatros imaginamos. Si bien las líneas y las coincidencias abundan, existieron también experiencias como los artículos que llegaron desde Cuba y que invitamos a leer.

Lo destacable, o lo que vale mencionar, es la labor incansable de quienes en medio de esa situación continuaron trabajando desde adentro y fuera del teatro. En los barrios, en las escuelas, desde espacios de gestión para cuidar y cuidarse en ese momento. Es destacable decimos, también sabemos que no fue un esfuerzo que duro un mes, un año o dos. Fue y es, el trabajo diario que llevan adelante un sinfín de artistas en muchos, muchísimos espacios de Latinoamérica y el Caribe. Porque confiamos, quizás, que ese teatro que anhelamos liberador no lo conseguiremos a puertas cerradas.

 

Por Letícia Polizelli/ edição: Luiza Camargo




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