Em palestra, Rosane Borges defende corpos como territórios sociais

A jornalista Rosane Borges conversou com aprendizes dos cursos regulares da SP Escola de Teatro nesta segunda-feira (19). Foto: Bruno Galvincio/SP Escola de Teatro

JONAS LÍRIO

A jornalista e autora do blog Alma Preta, Rosane Borges, participou nesta segunda-feira (19) de um encontro com aprendizes, formadores e coordenadores dos cursos regulares da SP Escola de Teatro. A conversa, na sede Brás, deu início às reflexões sobre o tema escolhido para este primeiro semestre letivo, em que se discutem questões relacionadas a identidade e corpo.

Rosane é integrante da Cojira-SP (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e do grupo Comunicadoras Negras). Ela entende o corpo como um território social, cujas características hegemônicas são definidas historicamente pela sociedade. Segundo Rosane, é possível e preciso rearticular um novo sentido aos corpos “desviantes”, retirando-os desta classificação de algo que destoa do padrão.

“É aí que entra o teatro, uma máquina que, ao mexer com o imaginário, tem potencial de deslocar sentidos, reconfigurá-los,” diz. Rosane Borges afirma que outra forma de ressignificar os corpos “despadronizados” de hoje em dia é dando espaço a eles na sociedade – o que também pode ser feito por meio das artes.

“Para mim, nosso século vai ser marcado pela luta por representatividade. Só olhando para estes corpos ‘anormais’, sejam eles negros, trans ou que fogem de padrões hegemônicos de beleza, é que será possível entendê-los como mais do que isso”, disse.

Discussão
A fala da jornalista dialoga com a temática abordada na SP Escola de Teatro neste semestre. “A ideia é questionar o que é ou o que define um corpo como desviante,” explica Joaquim Gama, coordenador pedagógico dos cursos regulares da Instituição. “Olhar para corpos que não se encaixam num padrão convencional da sociedade e discuti-los abertamente é uma maneira de, quem sabe, diminuir ideias pré-concebidas e preconceituosas.”

Reforçando a relação de troca entre as duas instituições, o tema da vez foi sugerido pelos formadores da MT Escola de Teatro, que também vão desenvolvê-lo em suas atividades neste semestre. A instituição, assim como sua parceira paulista, é gerida pela Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap).




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