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Curso de ‘Produção cultural – O beabá da produção’ prepara estudantes para entrarem no mercado de trabalho

A turma de Produção cultural – O beabá da produção, curso de Extensão Cultural e Projetos Especiais, da SP Escola de Teatro, se prepara para uma nova fase nas aulas e o início de um ingresso no mercado de trabalho. Orientados por Marco Prado, os estudantes estão há um mês em aulas intensivas com conteúdo preparatório e introdutório sobre eventos culturais e produção artística.

As aulas de Produção Cultural tiveram início em 15 de março com encontros presenciais na Unidade Roosevelt da instituição. O curso é promovido pela SP Escola de Teatro, gerida pela Adaap (Associação dos Artistas Amigos da Praça), sob direção executiva de Ivam Cabral.

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Prado, que tem em seu currículo a coordenação operacional da Oficina Cultural Oswald de Andrade, e os postos de coordenador artístico da Associação Paulista dos Amigos da Arte, coordenador artístico da Secretaria de Estado da Cultura e coordenador de eventos e cerimonial da Fundação Padre Anchieta, destaca a importância do projeto de Extensão Cultural e Projetos Especiais.

“Cursos livres sempre são necessários tendo em vista a média de remuneração dos produtores culturais do país –R$ 2.500. Essa média de remuneração é baixa demais para os padrões atuais e com o papel social da SP Escola de Teatro podemos contribuir para que muitos profissionais possam ampliar seus conhecimentos na área”, inicia.

“A carreira de produtor cultural, pode ser comparada –no sentido figurado– ao de um pizzaiolo. No bom sentido, galera. O pizzaiolo faz qualquer pizza enquanto o produtor entrega qualquer ação imaginada pelo seu contratante. Minha missão neste curso será dar ferramentas para que nossas ‘pizzas’ saiam melhores e com mais eficiência de acordo com todas as ações imaginadas pelos contratantes”, acrescenta, em tom descontraído.

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Com mais de 20 anos de experiência profissional, Prado lista as qualidades e funções principais de um bom produtor cultural. “Em primeiro lugar, ser colaborativo, ter bom humor e, principalmente, saber ouvir. Um produtor que adentra na profissão, aprende em todas as produções que desenvolve — em um trabalho freela ou fixo. [Aprende] Desde o relacionamento pessoal até a parte técnica envolvida nos ‘jobs’ [trabalhos]. Precisarão atentar às diversas metodologias, regras e leis para que possam entregar sempre um excelente trabalho com responsabilidade, técnica e impessoalidade”, detalha o especialista de 46 anos.

‘O beabá da produção’ termina em maio e se prepara para uma nova fase, pois Prado colocará seus estudantes em ações práticas no setor de Extensão Cultural e Projetos Especiais. Será uma forma de capacitar a turma e, assim, dar a eles o início de uma nova carreira. O orientador quer oferecer aos seus aprendizes a possibilidade de uma vida profissional similar a dele, além de uma experiência engrandecedora nas artes.

Ao relembrar momentos marcantes de sua trajetória, o renomado produtor destaca o trabalho que realizou em 2013 na peça Viver Sem Tempos Mortos, protagonizada por Fernanda Montenegro com direção de Felipe Hirschi. A montagem inspirada na correspondência de Simone Beauvoir (1908-1986) e Jean-Paul Sartre (1905-1980) trouxe um ensinamento para seu ofício.

 

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“Rodamos durante pouco mais de um mês por nove municípios do interior do Estado de São Paulo, através do programa Circuito Cultural Paulista –o qual permaneci à frente por longos dez anos. Em uma das cidades, Ilha Solteira, eu e Carmen Mello, a produtora da peça, ficamos na entrada para recepcionar o público. Todos diziam: ‘Vim ver Fernanda Montenegro, nem quero saber qual texto, apenas vê-la'”, recorda.

“Ao final, ficamos na saída para ouvir os comentários e, por incrível que pareça, todos diziam: ‘Nossa, que peça maravilhosa! Essa tal de Simone de Beauvoir devia ser porreta. Vou ver mais sobre ela’. Me deu a sensação de trabalho mais do que perfeito, ou seja, a cultura através do teatro chegar aos mais longínquos locais e, através dela, ampliar o conhecimento de grande parte da população. O teatro move mundos, para o bem ou para o mal”, finaliza.

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Desse projeto em especial, Prado guarda com carinho uma dedicatória de Fernanda no programa da peça. Ao dedicado produtor, ela escreveu: “Por toda a disposição para nos atender, por toda atenção com que fomos tratados, minha equipe, Carmen Mello e eu lhes somos, para sempre, gratos”. Memorável.

Por Elba Kriss




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