O teatro e o cinema do gaúcho Flavio Bauraqui

Publicado em: 22/11/2013

O gaúcho de Santa Maria Flavio Bauraqui, durante a infância, brincava sozinho e criava várias personagens. Na escola, passou a escrever textos teatrais, para que pudesse atuar como protagonista. Mais tarde, ainda em sua cidade natal, criou uma companhia de teatro chamada Grupo Improviso, que existiu por cinco anos. Só em 1993, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou profissionalmente sob a direção de André Paes Leme, nas montagens: “Baunilha e Trioleto”, “Alcacina e Nicoleta”, “Capital federal”, de Artur Azevedo, ao lado de Antônio Pedro Borges e Louise Cardoso, passando assim a integrar a Companhia A Trupe do Rei. Em seguida, participa de algumas peças musicais como “Cabaret la boop”, sob a direção de Jorge Fernando, e “Obrigado, cartola”, em que vive o grande compositor brasileiro Cartola, com música original de Paulinho da Viola e Hermínio Belo de Carvalho.

 

Flavio Bauraqui (Foto: Divulgação)

 

Além de ter trabalhado em muitos musicais, atua em “Engraçadinha”, de Nelson Rodrigues, e em alguns espetáculos infantis, sob a direção de Karen Acioly, como “Festa no céu” e “A excêntrica família Silva”. Em 2006, vive o personagem Otávio César, sob a direção de Paulo José, no clássico “Antônio e Cleópatra”, de William Shakespeare, e também atua na peça “Grande Othelo – eta moleque bamba”, sob a direção de André Paes Leme.

 

Em 2011, trabalha no espetáculo “Namíbia, não!”, de Aldri Anunciação, com direção de Lázaro Ramos.

 

No cinema, estreia no longa-metragem “Madame Satã”, de Karim Ainouz, premiado em diversos festivais de cinema no Brasil e no exterior. Desde então, protagonizou, ao lado de Caco Ciocler, o longa-metragem “Quase dois irmãos”, dirigido por Lúcia Murat, pelo qual ganhou o Prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio 2004. Participou dos longas-metragens “Cafundó”, de Paulo Betti e Clóvis Bueno, “Achados e perdidos” de José Jofily, e “Zuzu Angel”, de Sérgio Rezende.

 

Também está no filme “Os 12 trabalhos”, de Ricardo Elias, onde interpreta Jonas, papel que lhe rendeu o troféu Calunga como melhor ator coadjunvante na 11ª edição do Cine PE, festival de cinema de Pernambuco, e no longa-metragem “O cheiro do ralo”, dirigido por Heitor Dhalia.

 

No cinema, ainda atua em “Noel, o poeta da vila”, dirigido por Ricardo Van Steen, “Mutum”, de Sandra Kogut, e “Meu nome não é Johnny”, direção de Mauro Lima, além de participações especiais em “O céu de Suely”, de Karin Ainouz, e “Eu prefiro a maré”, de Lucia Murat. Além disso, é o protagonista do filme sobre o artista Bispo do Rosário, em “O senhor do labirinto”, do cineasta Geraldo Motta Filho.

 

Em televisão, fez as novelas “Paraíso tropical” e “Duas caras”, entre outras.

 

Paralelamente à carreira de ator, atua como intérprete musical. Estreou em um show com Soraya Ravenle, em homenagem a Elizete Cardoso. Em 2005, cantou ao lado de Fátima Guedes no show “Ismael Silva – deixa falar”, sob a direção de Luis Felipe de Lima.

 

Veja mais sobre a Semana da Consciência Negra:

Semana da Consciência Negra

Teatro Experimental do Negro, o pioneiro a levar o negro para os palcos

Ruth de Souza, a grande dama negra do teatro

Do Pelourinho para o mundo

Sensualidade à flor da pele

 

Texto: Carlos Hee

Relacionadas:

Uncategorised | 03/ 11/ 2021

Danilo Dal Lago, artista egresso da SP, estreia peça que contrapõe escritor periférico e mercado editorial

SAIBA MAIS

Uncategorised | 28/ 10/ 2021

Maria Bonomi inaugura obra no Memorial da América Latina que homenageia vítimas da pandemia

SAIBA MAIS

Uncategorised | 01/ 10/ 2021

Festival Satyricine Bijou anuncia vencedores da mostra competitiva e homenageia a atriz e cineasta Helena Ignez

SAIBA MAIS