Nilson Júnior

Publicado em: 25/10/2012

 Se as bibliotecas fossem cidades, as estantes seriam ruas, com endereços, etc. Cada livro seria uma casa: os grandes volumes, mansões e as edições de bolso, casebres. E como uma cidade possui pontos turísticos, se as bibliotecas fossem metrópoles, as obras raras e documentos importantes seriam seus monumentos e obeliscos. Para conduzir turistas por uma capital, entram em cena os guias. Assim, se as bibliotecas fossem cidades, os tais “guias” seriam os bibliotecários. Aqui na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco há alguém para dirigir os leitores em suas “viagens”. Seu nome é Nilson Júnior.

 

Nascido em Foz do Iguaçu, ele foi aprovado em Biblioteconomia, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e teve de se mudar para a capital Curitiba. “A base do curso é o uso da informação para agregar valor, seja capital ou intelectual. Em cada etapa do curso, é possível escolher entre um e outro. E eu já me interessava por trabalhar em espaços com fins educativos e de pesquisa”, lembra.

 

Quando se formou, recebeu convite para trabalhar na biblioteca digital da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). “Fiquei lá por quase 2 anos e passei para a biblioteca da Escola Politécnica, também na USP”, conta.

 

Depois da USP, ainda passou por uma grande empresa de cosméticos. Até conhecer a Escola. “Essa empresa mantinha uma biblioteca para seus funcionários, num projeto de auto-aprendizado. Enquanto eu trabalhava lá, fiquei sabendo da vaga na biblioteca da SP Escola de Teatro. Eu me identifiquei com o projeto e estou há quase três meses aqui”, lembra.

 

Nilson Júnior (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

E Júnior já entrou com uma grande missão à frente. “A diretoria manifestou o desejo de inaugurar a biblioteca na Sede Roosevelt no mês seguinte”. Esse foi o tempo que ele e seus dois estagiários, Daniel e Priscila, tiveram para o processamento técnico dos materiais doados e fazer o cadastro das obras no sistema.

 

A biblioteca foi inaugurada no final de setembro e tem em seu acervo cerca de 2.300 obras. “Aqui, temos a parte pedagógica, com assuntos relacionados ao teatro, cinema, literatura, psicologia, entre outros”, enumera.

 

E nesse mar de livros, Júnior descobriu materiais de interesse para sua própria formação. “Estou lendo ‘Por Uma Outra Globalização’, de Milton Santos e ‘Arte, Museu e Educação’, de Janine Sanches. São obras que estão me auxiliando na minha especialização, em Gestão de Sistemas de Informação”, disse.

 

 

Projetos à Vista

Atualmente, na Biblioteca, estão sendo pesquisadas ferramentas que facilitem o acesso do público ao sistema. “Já temos um sistema de consulta de livros e renovação de empréstimos online, além organizar um rol de informações e links com conteúdos de interesse dos aprendizes, formadores e demais funcionários. A função do bibliotecário é a de ser o mediador entre a informação e o usuário. E que essa informação gere conhecimento e seja confiável”, finaliza.

 

Texto: Leandro Nunes

 

 

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