Aprendiz em Foco | Juan Manuel Tellategui

Publicado em: 19/07/2013

Natural da cidade argentina de Zárate, o aprendiz de atuação Juan Manuel Tellategui segue na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, onde iniciou seu curso em 2012. Mesmo com uma carreira promissora na Argentina, o jovem ator resolveu desbravar novas terras, escolhendo São Paulo como destino.

E a trilha de Juan tem sido seguida de perto por seus conterrâneos. Prova disso é a matéria que foi publicada anteontem (16), no site do jornal El Debate. O artigo original está aqui e sua tradução, abaixo, com destaque para o atual trabalho de Juan: uma versão do musical “Cabaret”, em cartaz no Teatro Ruth Escobar, na capital paulista, na qual ele vive o alemão Ernest Ludwig, uma espécie de antagonista da história.

Ator zárate estreia musical “Cabaret” e filme no Brasil

Por jornal El Debate, El Diario de Zárate

Zárate continua a ser o berço de grandes artistas, como o ator Juan Manuel Tellategui, que está colhendo o sucesso de sua carreira em São Paulo, Brasil, onde vive há dois anos. Neste momento, Juan estreia no teatro musical no Brasil e também no cinema brasileiro, conforme disse em entrevista ao El Debate.

Sua carreira
Na Argentina, Juan fez três filmes. O último foi “Pompeya”, de Tamae Garateguy, que obteve reconhecimento de público e crítica em Buenos Aires, em 2012, e também ganhou como melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Mar Del Plata.

Neste mês, Juan chega ao teatro brasileiro, com um grande trabalho. O ator está em temporada no histórico Teatro Ruth Escobar, São Paulo, no musical “Cabaret”, sucesso da Broadway, dirigido por André Latorre, onde ele interpreta o vilão Ernest Ludwig, um nazista alemão.

Também neste mês, começou a gravar seu primeiro longa-metragem no Brasil, o filme “Pródigo”, do diretor paulista Pedro Lucínio. As locações estão sendo feitas nas cidades de São José do Rio Preto e Tabapuã, no interior de São Paulo. O filme é inspirado na parábola bíblica do filho pródigo, transposta para os dias de hoje. Juan é o personagem Z, um artista performático que representa o mal.

“Estou muito feliz com tudo o que está acontecendo aqui no Brasil com a minha carreira. E sempre me recordo do início de minha trajetória, na oficina de Teatro de Zárate “.

Entrevista
Na entrevista a seguir para El Debate, o ator zárate fala sobre sua carreira ascendente:

O que significa para você estrear no teatro e no cinema do Brasil?
É uma conquista significativa, que surgiu a partir do desafio de encarar outra língua, outra cultura e, evitando-se assim, as dificuldades. De alguma maneira, é uma espécie de sonho, porque eu nunca teria imaginado que ele pudesse se materializar. Se alguém tivesse me dito há cinco anos que isso iria acontecer, eu não teria acreditado.

Qual foi a importância da formação que você teve em Zárate para sua carreira?
A formação que tive na oficina de Teatro de Zárate foi fundamental. Naquela época, as aulas eram gratuitas, o que foi um fator para que eu pudesse continuar e a descobrir e despertar minha profissão. Meu primeiro professor, o cubano Luis Enrique Pacheco, sempre me incentivou a continuar estudando e a me aperfeiçoar no teatro. Tê-lo conhecido em Zárate, onde ele estava dando aulas, foi algo do destino, que não tem muita explicação, mas agora, olhando para trás, percebo a importância que esse acontecimento teve na minha formação.

Qual é a diferença de atuar em Português?
Tecnicamente, o idioma pode ser um desafio, mas também não é verdade que a língua é tudo na expressão teatral. Estudei português por alguns meses antes de vir ao Brasil e aqui eu continuei o estudo da linguagem. Eu tento estudar as formas de expressão formais e coloquiais na vida cotidiana, no trato com as pessoas. O trabalho do ator não tem limites de tempo. Você trabalha 24 horas por dia. Porque as referências aparecem quando menos se espera. Devemos estar atentos para entender e trabalhar com elas. Ter um olho para o contemporâneo é a tarefa do ator.

Você também está estudando no Brasil?
Sim, muito. À noite, faço uma faculdade de teatro tradicional, na Faculdade Paulista de Artes. Ao mesmo tempo, na parte da manhã, estudo interpretação em uma escola com um projeto educacional invejável, a SP Escola de Teatro. Ela propõe, ao mesmo tempo em que forma aprendizes nas áreas do teatro, o encontro para a criação de projetos independentes. Tudo isso com o intercâmbio de diferentes olhares, com os melhores artistas da cena brasileira. Estou completamente imerso no estudo de referências do teatro brasileiro. Como na Argentina, onde temos as nossas referências históricas do teatro, aqui no Brasil acontece o mesmo. Esse estudo, de alguma forma, me faz traçar paralelos o tempo todo e entender a evolução dramática da América Latina.

Serviço
Musical: Cabaret
Quando: De segunda, a quarta, às 19h e às 21h
Onde: Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz
Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista
Tel. (11) 3289-2358
Grátis (ingressos devem ser retirados a partir de duas horas antes de cada sessão)

 

Texto e tradução: Esther Chaya Levenstein

 

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