Aprendiz em Foco: Érik Moura e Nádia Verdum

Publicado em: 12/07/2012

Em 1997, quando Nádia Verdum tinha 9 anos e Érik Moura, 10, foi construído um gasoduto entre a Bolívia e o Brasil. Cerca de 3.150 quilômetros de canos “brotaram” de Santa Cruz de La Sierra, região central boliviana, passaram por 135 municípios e alcançaram o estado de São Paulo, onde moram esses dois artistas.

 

Agora, nasce uma nova ligação Brasil-Bolívia. Desta vez, cultural. Trata-se da parceria entre a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco e a Escuela Nacional de Teatro de Santa Cruz de La Sierra. E o que Érik e Nádia têm a ver com essa dobradinha? Nesta segunda-feira (16), os aprendizes do curso de Atuação, Módulo Azul, embarcam para um intercâmbio de dois meses para participar do processo de montagem de um espetáculo, com alunos do terceiro período da escola boliviana, sob a direção de Marcos Malavia, criador e diretor da instituição de Santa Cruz de La Sierra. O texto a ser encenado será “Pervertimento y Otros Gestos Para Nada” (“Pervertimento e Outros Gestos Para Nada”, em português), de Sanchis Siniestra. 

 

Apressados com as atividades e aulas da SP Escola de Teatro, a dupla parou um momento para dividir a novidade com a gente. Entre sorrisos de satisfação, eles relembraram o momento em que receberam a notícia da seleção. “Foi uma mistura de alegria e apreensão”, explicou Nádia. “Fiquei sem reação. Havia outros aprendizes também muito bons, na briga pela oportunidade”, observou Érik.

 

Nas atividades programadas em terras bolivianas, nossos aprendizes terão aulas pela manhã e, à tarde, vão participar da montagem do espetáculo. Seja pela cultura diferente, distância e por apreciar tudo isso, Nádia também quer utilizar Santa Cruz de La Sierra como material de trabalho. “Eu sempre gostei de viajar, de ‘ser estrangeira’. Além do trabalho de corpo, quero ter a chance de olhar para o lugar e de poetizar a cidade”, diz ela.

 

Aprendizes bolivianos estão à espera da dupla (Foto: Divulgação)

 

Érik está ansioso. “Acredito que o meu desafio vai ser encarar as propostas de lá. A Escuela Nacional faz um trabalho excelente de corpo e clown e quero aproveitar para aprender mais”, planeja.

 

De Belo Horizonte à Bolívia

Parceiros, Nádia e Érik seguem para mais uma experiência teatral juntos. Ambos fazem parte do núcleo de pesquisa cênica “Violentados da Pátria”, que nasceu de um dos Experimentos da SP Escola de Teatro, no último semestre de 2011, no Módulo Amarelo. No mês passado, a dupla, ao lado de outros 14 aprendizes, foi selecionada para participar do Festival de Cenas Curtas do Grupo Galpão Cine Horto, de Belo Horizonte, que aconteceu de 31 de maio a 3 de junho. “A gente faz parte do ‘Violentados’, e já viajou junto. Agora, a Nádia vai ter de me aguentar por mais dois meses”, brinca Érik.

 

 

Texto: Leandro Nunes

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