Aprendiz em Foco: Alício Silva

Publicado em: 13/12/2012

Amanhã (14), um ogro verde e medonho aterrissa no Rio de Janeiro. “Shrek, O Musical” estreia em versão brasileira e para aproximar a terra de “Tão, Tão Distante” das praias cariocas. Como de praxe, por trás de uma  superprodução há sempre uma equipe incrível e nessa não é diferente. E quem integra feliz esse time é  Alício Silva, aprendiz do curso de Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

O contato de Alício com as artes começou com o irmão, também aprendiz, Cristiano Oliveira. “Ele já fazia humor desde 1997, e eu gostava mais de desenhar, de música e de modelar objetos”, diz. Nascidos em Franca, interior da capital paulista, foi preciso apenas tempo para que os dois conhecessem a Escola. “O Cris entrou no início de 2011 e eu, no segundo semestre”, lembra.

 

Ao longo dos últimos meses, Alício desenvolveu outros trabalhos, até receber um convite empolgante e um tanto mágico: “O formador Zé Carlos Rossi me chamou para trabalhar no musical ‘Shrek’. Comecei no início do mês passado e cuidei dos adereços dos cenários”, conta, animado.

 

O trabalho no espetáculo ainda trouxe ideias para outras áreas, que Alício também domina. “Tenho muito interesse em cenografia. Sei fazer pintura de azulejo, pirografia, porcelanaria e sou designer de sapatos”, enumera. E isso faz parte dos planos dele. “Penso em estudar Cenografia e Figurino depois e, quem sabe, abrir um ateliê. Quero canalizar todos os meus conhecimentos para o teatro”, afirma.

 

E enquanto planeja, Alício acaba de passar por uma semana intensa na Escola, quando os aprendizes do Módulo Amarelo abriram suas salas de trabalho no Território Cultural com o tema “São Paulo: Maio de 2006 – A Ação do PCC na Cidade”. Além do projeto pedagógico, ele reflete sobre a importância do assunto na sociedade. “O curso de Técnicas de Palco é muito prático. O diálogo com outros cursos faz com que você aprenda o tempo todo, com outros aprendizes, com formadores. A proposta foi uma surpresa para todos, e ainda que já tenham se passado seis anos do ocorrido, a criminalidade continua e precisa acabar”, opina.

 

Aqui no Centro de São Paulo e distante mais de 400 km da família, Alício se esforça para manter contato e matar a saudade. Ele se lembra de quando iniciou a carreira e da preocupação dos familiares. “Eles ficavam aflitos com o meu futuro. Hoje, acho que não querem mais que eu seja médico ou advogado”, brinca.

 

 

Texto: Leandro Nunes

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