Centenário Paulo Freire: Educação como prática da liberdade, por Ueliton Alves

Para homenagear o centenário do patrono da educação e um dos pilares de sustentação da pedagogia da SP Escola de Teatro, o bibliotecário da instituição, Ueliton Alves, apresenta uma resenha sobre o livro Educação como prática de liberdade.

Centenário Paulo Freire: Carta a Paulo Freire, por Ingrid Dormien Koudela

Confira:

“Na semana passada, representando a Biblioteca da SP Escola de Teatro tive a oportunidade de fazer uma resenha sobre um livro do autor Paulo Freire. Dando sequência na proposta de colaborar com o conhecimento das obras dele e contribuindo com a comemoração do centenário do autor, nessa semana vamos compartilhar uma resenha elaborada pela autora Edvaneide Barbosa da Silva do livro Educação como prática de liberdade, que pode ser encontrada na seguinte referência”:

SILVA, Edvaneide Barbosa da.. Educação como prática da liberdade (resenha). Revista Brasileira de Educação, Campinas/ São Paulo, 2000.

“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.”

Paulo Freire

Weffort analisa que o Golpe de Estado teve entre seus resultados (e também entre seus objetivos), a desestruturação do que foi o maior esforço de democratização da cultura já realizado no Brasil. Apesar disso, ficou a semente que transcendeu os marcos do período e as próprias fronteiras do país.

Durante o período de exílio, Paulo Freire participa de diversos projetos desenvolvendo o Método de Alfabetização de Adultos e escreve algumas obras. É nesse momento que conclui o ensaio Educação como Prática da Liberdade.

O livro está organizado em quatro capítulos:

  1. A Sociedade Brasileira em Transição – o autor apresenta sua interpretação a respeito das forças políticas que disputavam o poder no início da década de 1960;
  2. Sociedade Fechada e Inexperiência Democrática – Para justificar sua avaliação sobre o Golpe de Estado, Paulo Freire resgata vários momentos da história do Brasil;
  3. Educação Versus Massificação- o autor explica sua concepção pedagógica, contrapondo-se à pedagogia tradicional;
  4. Educação e Conscientização – Paulo Freire mostra as experiências pedagógicas do Método de Alfabetização de Adultos, ocorridas no Brasil, no período pré-64.Para melhor compreensão do leitor, esta resenha pretende apresentar o que considera essencial em cada capítulo, tendo o cuidado de preservar articulados os fundamentos filosóficos e políticos do autor, explicitados no livro que foi elaborado num determinado período histórico. É apresentado, por fim, um comentário crítico, em que é assinalada a contribuição de Paulo Freire para a construção de propostas pedagógicas no atual quadro educacional.
    1. A sociedade brasileira em transição

    Nesse capítulo, Paulo Freire apresenta sua interpretação sobre as forças políticas que disputavam o poder no início da década de 1960, esclarecendo inicialmente seus pressupostos filosóficos.

    O autor define sua filosofia de caráter existencial. Para ele, existir ultrapassa viver, porque é mais do que estar no mundo. É estar nele e com ele. O existir é individual, contudo, só se realiza em relação com outros “existires”. Transcender, discernir, dialogar (comunicar e participar) são exclusividades do existir.




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