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Satyros reestreia o espetáculo Pessoas Brutas nesta quinta-feira, 21h, na Praça Roosevelt

Nesta quinta-feira, 13, às 21h, a companhia de teatro Os Satyros começa sua temporada 2022 presencial com a reestreia do espetáculo Pessoas Brutas, de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, em seu espaço na Praça Roosevelt.

A peça estreou originalmente em 2017, na sede da companhia, e conta as histórias de alguns personagens que se cruzam numa teia de relações violentas, desencadeadas pelo sequestro da filha de um doleiro denunciado na Operação Lava Jato.

Discutindo a possibilidade da ética dos brasileiros diante de um país moralmente arrasado, o projeto aborda temas como solidão, o ego, a falta de compaixão e muitas outras características que fazem parte da sociedade contemporânea aqui e no exterior.

Assim como nos outros espetáculos da trilogia, os holofotes são sempre voltados a pessoas comuns, o que cria, não apenas a identificação de quem mora em alguma grande cidade, mas também em qualquer lugar do mundo. “Acho que os dilemas humanos são iguais em qualquer parte do mundo. Embora o nosso objeto de pesquisa tenha sido São Paulo, por morarmos aqui, todos possuem as mesmas questões para resolver. Nos sentimos sozinhos, queremos poder nos apoiar em alguém. Isto acaba nos aproximando das pessoas”, explicou o dramaturgo, ator e co-fundador da companhia, Ivam Cabral.

É válido ressaltar que para assistir ao espetáculo é obrigatório o uso de máscaras e apresentação do comprovante de vacinação completo contra a Covid-19!

Relembre alguns dos espetáculos que a companhia fez durante a pandemia:

A Arte de Encarar o Medo (2020)

Peça criada durante o período de isolamento social, a montagem trabalha um futuro distópico onde uma epidemia isolou a humanidade por 5.555 dias. Dirigida por Rodolfo García Vázquez, que também colaborou no roteiro com Ivam, a obra narra a tentativa de um grupo de amigos de se conectar à internet e restabelecer as relações rompidas durante a quarentena. Dentre os temas abordados estão a depressão, a solidão, o medo do contágio e da morte e os desafios de manter saúde mental, tecendo, portanto, um forte diálogo com as pautas vigentes na atualidade. Além de abordar de maneira determinante o atual contexto político brasileiro, a necropolítica, o autoritarismo, a injustiça governamental e a queda da democracia. A obra abriu caminhos para o cenário do teatro digital, pois foi pensada inteiramente para internet, em uma experiência original e impactante.

1991 ou A Imperfeição do Amor (2021)

Segunda parte da Trilogia das Revelações, que teve início com Todos os Sonhos do Mundo, em 2019, a obra foi escrita ao lado de Rodolfo García Vázquez, coordenador do curso de Direção da escola, e é o 15º livro da dupla. Os autores cruzam a história da costureira Eunice, que viveu no interior do Brasil, e é mãe de Ivam Cabral, com a obra da escritora inglesa Virginia Woolf. A narração é em primeira pessoa e combina monólogo interior, solilóquio e diálogo com o público, contemplando, portanto, tanto o contexto presencial quanto o digital. A obra realiza reflexões relacionando o cotidiano de duas mulheres distintas tanto na esfera pública quanto na privada.

Aurora (2021)

O livro narra a história de seis moradores de um edifício no centro de São Paulo, onde no térreo funciona um bar gay que um dia já foi um famoso ateliê de roupas. Cada um dos personagens sofre com um drama individual, e durante o espetáculo tais histórias se cruzam. Saltério, interpretado pelo próprio Ivam Cabral, é um homem que sofre com a sequela de um acidente que lhe causou impotência. Justyna é uma mulher que deixou o convento e se mudou para São Paulo, onde sofreu diversos abusos. O ‘Mãe’ é assim nomeado por se dedicar a caridade, ele ajuda crianças de rua, mas também, contraditoriamente, abusa delas. Acácio ganha dinheiro no meio digital vendendo likes e curtidas para famosos e políticos. Bola veio de um lar desajustado e é uma criminosa, líder de uma equipe que comete delitos. Diega sonha com o fim do mundo por potentes explosivos lançados de um helicóptero. E, por fim, Ordálio, que no passado trabalhou em uma fábrica de tecidos, um homem misterioso que guarda diversos segredos.

 

Mariposas (2021)

As Mariposas se passa em uma realidade futurística, uma época em que não há mais natureza e as pessoas lutam diariamente contra uma peste, que fez a sociedade se tornar majoritariamente digital, controlada por redes sociais através de avatares. O chefe desta nação é um presidente totalitário que tem 87 filhos e eles controlam um gabinete misterioso que, em múltiplas gavetas, guardam as memórias individuais e coletivas dos humanos. A dramaturgia é dos fundadores do grupo Satyros, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e é inspirada no uso desenfreado e perigoso das mídias digitais e a crescente destruição do meio ambiente, duas tristes realidades cada vez mais comuns na vida atual.

 




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