Generosidades: estudantes da SP divulgam mapa mental sobre experiências performativas de questões de gênero

Como parte das atividades da contrapartida ‘Generosidades’, da Bolsa-Oportunidade promovida pelo Programa Kairós da SP Escola de Teatro, estudantes contemplados realizaram um mapa mental que reflete em torno das questões de gênero. O estudo foi organizado por meio de recortes sociais, de classe, racialidade e território, e integra o trabalho final do ciclo de estudos do projeto realizado durante o segundo semestre de 2021. O resultado ficou muito interessante, com depoimentos dos participantes (confira AQUI).

Marcio Aquiles é um dos vencedores do Prêmio Biblioteca Digital 2021

O GENEROSIDADES é uma contrapartida de ações socioculturais em processos e pesquisas desde 2013 na SP Escola de Teatro, criado por provocações de seu diretor executivo Ivam Cabral e estímulos de Renata Peron, Brenda Oliver, Kimberly e Andrea, pessoas pulsantes da escola e com lutas e exemplos de caminhos a serem partilhados a partir de um grupo que pudesse dar maior visibilidade para as questões de GÊNERO, especialmente a realidade do universo transexual. GENEROSIDADES, desde então sob orientação de diferentes formadores, é um local para ações e reflexões artísticas e socioculturais, pesquisas, compartilhamento de ideias e experiências sobre gênero, produzindo materiais artísticos, poéticos e científicos, cujos objetivos sempre são compartilhar as reflexões dos aprendizes da escola em cada semestre de ações realizadas.

Orientados por Ynã Oru Florydo (@florydofogo), artista egresse de direção da instituição, os estudantes investigaram experiências performativas de criação artística- crítica a partir das possibilidades plurais de deserções e desobediências perante as normas em torno do gênero por uma perspectiva decolonial. O projeto faz parte das ações de contrapartida da Bolsa Kairós e foi realizado durante 120 horas de atividades.

Programa Kairós: estudantes apresentam trabalho inspirado na obra da antropóloga Lélia Gonzalez

Cleomacio Inacio, Iasmin Ribeiro, Gustavo Pêra, Manuel Victor, Rogér Flaví, Mar e Luiza Kimoto adentraram a obra de Jota Mombaça para pensar poéticas e linguagens diversas que se interseccionam principalmente com diversas questões de gênero. Um dos muitos resultados interessantes desse trabalho são as escritas dos pesquisadores, que trocaram entre os textos entre si, dando continuidade nos escritos um dos outros. O conteúdo, disponível online para o público, também conta com imagens que contam um pouco da história do processo de criação, estudo e pesquisa, além de relatos dos estudantes:

“Foi um processo novo, profundo, de autopercepção e coletiva, investigações artísticas e existenciais. Trabalhar questões relacionadas ao gênero, a binariedade do mundo e ficções criadas como ferramenta de domesticação, realmente me trouxe novas percepções de existência e ao mesmo tempo reflito sobre o quanto as potências humanas são reduzidas e inexploradas.” Comenta Iasmin.




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