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J. C. Serroni e estudantes de cenografia da SP são destaque na produção brasileira do clássico da Broadway, Grease

Quintas, sextas e sábados, às 21h, e nos domingos, às 19h, o Teatro Claro SP, no Shopping Vila Olímpia, recebe o musical Grease, clássico que foi sucesso na Broadway e obteve reconhecimento mundial com a adaptação cinematográfica de 1971, dirigida por Randal Kleiser e estrelada por John Travolta e Olivia Newton-John. Na versão brasileira, o coordenador da SP Escola de Teatro, J.C. Serroni, é responsável pela cenografia e convidou alguns estudantes dos cursos de cenografia e figurino e técnicas de palco para aprender e desenvolver suas habilidades na montagem. O espetáculo dispõe de uma bilheteria física, no local do evento, e online, via Sympla.

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A montagem é a primeira adaptação nacional e oficial de Grease – O Musical e tem composições inéditas. O enredo recupera a Califórnia do fim dos anos 1950 para contar a história de Sandy e Danny, dois jovens populares que se conhecem durante as férias de verão e acabam se apaixonando. No entanto, na volta às aulas o casal descobre que ambos frequentam a mesma escola e integram grupos muito opostos: Danny (Robson Lima) é líder da gangue Burguer Palaca Boys, grupo de meninos que usam jaqueta de couro e muito gel no cabelo, e Sandy (Luli) faz parte das Pink Ladies, que são lideradas pela geniosa Rizzo. Nesse contexto, os dois enfrentam diversas questões e percebem que se quiserem manter o relacionamento precisarão promover algumas mudanças.

O espetáculo traz todas as canções traduzidas para o português e uma superprodução musical com uma orquestra de oito músicos. Os artistas da SP Escola de Teatro que fizeram parte da cenografia de Grease foram: Ana Júlia Rodrigues, Thalita Vicente, Cynthia Cirqueira, Luana Andrade, Camila Bueno, Andréa Monteiro , Samara Pavlova , Alan Wallace , Loh Goulart , Kayque Barros, Calú Batista , Nayra Nunes , Rafael Vasconcelos, Nathalia Campos, Priscila Soares, Priscila Chagas e Carolina Dabidubi.

Em entrevista à equipe de comunicação da SP, Cynthia Cirqueira, estudante do curso técnico em cenografia na instituição, comentou que a oportunidade de estagiar e participar em uma produção dessa magnitude é única:

“Exercer o que aprendi na escola durante os 4 semestres que já fiz é uma realização pessoal. Apesar da correria, estresses de semana de estreia, entre outras coisas, é emocionalmente gratificante ver o resultado de tanto trabalho e dedicação!”.

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Cynthia explicou que o processo criativo foi minucioso, envolveu muita pesquisa e uma investigação criteriosa do filme norte-americano. Ela ainda revelou um pouco do desenvolvimento gradual do trabalho cenográfico:

“Primeiro montamos a maquete para apresentar ao diretor da peça, Ricardo Marques, o mesmo foi indicando modificações até a aprovação do projeto. Depois disso, fizemos os desenhos técnicos e o 3D do projeto. Em seguida foi a montagem, na qual criamos toda a parte estética e prática, como: pintura, texturização, escolha de tecidos, costuras, etc.”.

Para Andrea Monteiro, artista egressa de técnicas de palco, a experiência foi essencial, trouxe aprendizado, ajudou na troca contatos profissionais e a levou a pôr em prática aquilo que aprendeu no curso. Em seu depoimento, Andrea contou alguns detalhes dos bastidores do estágio:

“Trabalhar em um musical tão grande assim foi um desafio árduo, mas muito recompensador. Ver cada detalhe pensado e trabalhado transformando-se em uma unidade de cenário no palco de teatro foi muito gratificante. Percebi nos momentos de caos e correria que os ensinamentos da SP realmente me prepararam muito para trabalhar na frequência daquela demanda de trabalho. As aulas me proporcionaram técnicas, entendimento de matérias e como pensar para solucionar problemas e demandas. No entanto, foram os momentos em núcleo que me ajudaram na busca por uma melhor maneira de trabalhar em grupo e ser proativa para atender demandas e solucionar problemas.”

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Segundo Andrea, cada textura, forma e cor foi pensada com propósito, carinho e dedicação, para que os cenários despertassem sensações no público. Nessa conjuntura, Luana Andrade, que também é estudante de cenografia e figurino, ressaltou os aspectos que mais a marcaram no intenso processo criativo descrito pela colega:

“J.C. Serroni nos apresentou o texto do musical e sua ideia de cenário, a partir da qual pude observar que são diversos cenários que compõe todas as cenas, então esses teriam que ser extremamente dinâmicos, com poder de transformação. A partir disso, a execução dos desenhos técnicos e maquetes aconteceu para entendermos melhor como tudo isso iria funcionar e podermos orçar todo o material e mão de obra. Nesse contexto, realizamos várias reuniões com o diretor e outros integrantes da equipe, e fazíamos tudo sempre pensando nos movimentos dos atores e partes do palco em si. Estávamos sempre tentando experimentar e testar para entender o que funciona e o que não funciona, então foram mudanças e adaptações até estar tudo finalizado alinhado para entrega.”

Além disso, Luana pontuou que acredita que sua atuação em Grease foi um momento ímpar para a construção de seu repertório e prática profissional. Nesse sentido, a artista comentou que os conhecimentos que adquiriu na SP Escola de Teatro nortearam muito de sua experiência:

“Foi um enorme ponto de partida, um exercício essencial para minha trajetória na carreira. Graças à SP tive a oportunidade de conhecer o processo criativo e de execução de diversos artistas da área, que estiveram conosco nas aulas dispostos a partilhar seus desafios e vivências, além de entender melhor um pouco de como funciona o trabalho do cenógrafo e figurinista junto de outras áreas cênicas, através dos núcleos.”




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