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Ministério Sem Fronteiras realiza residência internacional na SP Escola de Teatro; confira como foi o Workshop e a mesa de discussão

Publicado em: 17/05/2022 |

Na última sexta-feira (13), a residência internacional com a equipe do coletivo Ministério Sem Fronteiras teve início na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. A ação tem duração de uma semana e conta com workshop, uma mesa de discussão e ainda a apresentação de um espetáculo que ocorre na próxima quinta-feira, 19 de maio. Dando continuidade ao diálogo intercultural que a SP tem realizado esse ano, os artistas que promovem a ação são de diferentes países da América Latina: Abel García, da Venezuela, Maria Brighenti, da Argentina, Alicia Artega, de Cuba, e Marian Del Castillo, do Panamá.

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Nomeado ‘A Plástico Cênica’, o workshop gratuito e presencial, que deu início a residência, teve por objetivo refletir sobre a criação multidisciplinar e multicultural nas artes cênicas. Para isso, o grupo propõe enxergar a obra teatral como uma constelação de disciplinas que se interpelam, assim, os estudantes foram levados a entender como o cenário, iluminação, imagens e projeções, figurinos, maquiagem e design gráfico conversam entre si durante a concepção de um espetáculo.

A partir desse diálogo, a proposta pedagógica foi a de realizar um trabalho de exploração para fundir todos os campos artísticos numa encenação que será costurada pelos participantes do curso. A obra resultante será uma instalação performática que foi registrada e será disponibilizada como vídeo -arte. Em entrevista a equipe de comunicação da SP Escola de Teatro, o grupo explicou a relação entre o objetivo do curso e os temas trabalhados pelo coletivo:

“Uma coisa que todos nós temos em comum é que não somos brasileiros, viemos para o Brasil para sermos imigrantes, portanto esse é um tema que nos atravessa dia após dia. Tal questão foi o que nos uniu como grupo, nosso processo criativo nasceu daí, foi assim que viramos amigos.  Nesse contexto, nos vimos desafiados a articular nossas diferentes experiências e bagagens culturais, artísticas e profissionais, pois nós somos artistas de diferentes áreas, alguns são atores, outros já trabalharam com cinema, circo, artes plásticas, cenografia, entre outros. ”

Nessa conjuntura, a proposta pedagógica buscou vincular as experiências de cada estudante e promover um diálogo continuado. No primeiro dia do curso (sexta-feira, 13), foram feitos exercícios de composição entre plástica e performance, apresentadas possibilidades de criação e divididas equipes que seriam responsáveis pela montagem das mini instalações cênicas. Já segundo dia (sábado, 14) cada equipe compartilhou com o grupo suas materialidades e ocorreu um debate sobre as diferentes possibilidades criativas que surgiram.

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O coletivo Ministério Sem Fronteiros ficou grato pela oportunidade, segundo eles, a SP representa muito do cenário cultural paulistano, por isso desenvolver atividades artísticas dentro desse espaço é muito interessante e significativo:

“A cidade de São Paulo é uma terra de oportunidades e multiculturalidade, é um espaço muito aberto. Nós não nos conhecemos na Argentina, em Cuba, ou na Venezuela, nos conhecemos aqui, portanto somos o exemplo vivo de como é São Paulo agora. Dessa forma, a SP Escola de Teatro está sendo muito legal, ela representa a cidade nesse sentido de multiplicidade artística e cultural, como um lugar que abarca e acolhe diferentes tipos de cultura”.

Eles também comentam como é importante estar nesse centro cultural que é a Praça Roosevelt, espaço no qual a SP foi pioneira no processo de revitalização.

“É um lugar que recebe muitos imigrantes e tem diversidade não apenas internacional, mas também cultural, tem o pessoal da música, do skate, do circo. ”

Na última segunda-feira, 16, o grupo seguiu as atividades e promoveu a mesa de discussão Como criar multidisciplinar e multiculturalmente. Miguel Arcanjo Prado, coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP, comandou o encontro, sediado na sede Roosevelt. Entre vários assuntos, abordaram a vida do artista imigrante para discutir as formas de sobrevivência das artes cênicas em seus respectivos países e no Brasil. Além disso, foi proposto o questionamento sobre a natureza dessa riqueza latino-americana que pode ser potencializada nessa sinergia.

Maria Brighenti, Miguel Arcanjo Prado, Marian Del Castillo, Abel Garcia e a produtora do grupo.

 




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