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Artistas franceses fazem alerta sobre a cultura “sacrificada” na pandemia

Publicado em: 10/03/2021

Palais Garnier, Paris, França/ Divulgação

A pandemia de Covid-19 transformou a dinâmica de trabalho da maior parte das profissões, mas os artistas foram uma das classes mais afetadas, principalmente pelo necessário distanciamento social, que obrigou a todas e todos a mudarem suas dinâmicas de atuação.

Assim como no Brasil, profissionais das áreas da cultura estão preocupados com seus ofícios, que mesmo sendo realizados por meio das ferramentas digitais, ainda precisam de apoio financeiro.

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Em relação às reaberturas, países que estão avançando bem na política de vacinação, como Reino Unido e Estados Unidos, já conseguem visualizar a retomada de seus teatros e cinemas, vide que as taxas de contaminação já estão caindo graças à intensa imunização vacinal.

Na França, um dos maiores polos artísticos do mundo ocidental, a situação é bem mais desanimadora. A vacinação não tem sido muito aceita por vários setores da sociedade, por inúmeros motivos, fazendo com que os números de casos se mantenham altos. Consequentemente, a vida não consegue voltar ao normal e todas e todos são afetados por isso.

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Consternados com a situação do país e de sua arte e cultura, artistas franceses fazem um alerta desde 4 de março no Teatro Odeon (Odéon Théâtre de l’Europe), um dos pais famosos e bonitos de Paris, com faixas e manifestações. Eles afirmam que a cultura nacional está sendo sacrificada e denunciam a difícil situação do setor ao longo da pandemia.

As duas principais reivindicações são a criação de um calendário para a reabertura dos espaços culturais e um ano “liberado” da lei trabalhista que regulamenta as contribuições dos trabalhadores do setor.

Na França, artistas e trabalhadores do entretenimento precisam trabalhar 507 horas anuais para receber seguro-desemprego para complementar seu salário.

Segundo um estudo publicado em novembro pelo Ministério da Cultura, o setor reagrupa 670 mil trabalhadores na França e produz 47 bilhões de euros (56 bilhões de dólares), 2,3% da economia.

As informações são da agência de notícias francesa AFP.




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