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Um Novo Começo

Publicado em: 15/02/2012

Era um dia comum para o Brás. Talvez apenas mais um belo dia de sol forte e nuvens brancas. Logo às 9 horas da manhã de ontem (14), no entanto, a sede da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco rompeu com o clima de normalidade para receber os novos aprendizes com várias surpresas.

 

Movimentação na SP Escola de Teatro (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

Para começar de forma bem animada, o hip hop deu o tom, com a atriz, dramaturga e diretora Roberta Estrela D’Alva e o grupo Treme Terra, que comandavam o show que acontecia no estacionamento. Em pouco tempo, uma roda foi formada, e, no meio dela, os participantes improvisavam danças características do ritmo. 

 

Na sequência, Ivam Cabral, diretor executivo da Instituição, convocou a todos para entoar o hino adotado pela Escola: “Dionísio foi atingido pela loucura de Hera, indo perambular ao lado dos seres selvagens, dos loucos e dos animais”.

 

Assim que os novos aprendizes decoraram o hino, Ivam recitou o poema “Impressões do Teatro”, da poeta polonesa Wislawa Szymborska, vencedora do Nobel de Literatura de 1996. “Sejam bem-vindos, é um prazer imenso ter vocês aqui”, arrematou.

 

Sem interromper o som, que dessa vez provinha de batucadas de instrumentos de percussão, os aprendizes foram conduzidos para o pátio da Escola, onde mais surpresas os aguardavam. Primeiro, a “cerimônia do pão”, conduzida pelo professor chef Moisés Costa, que, além de ensinar a preparar e modelar a massa, falou sobre a importância simbólica do alimento em todo o mundo, traçando também um paralelo entre sua preparação e a de um espetáculo teatral.

 

Após saborear os pães feitos com as próprias mãos, os aprendizes receberam o artista plástico Juvenal Irene, que os guiou em uma nova criação. De pincéis nas mãos e com seis cores de tinta epóxi a disposição, eles deixaram marcadas suas pinceladas em azulejos que, mais tarde, servirão como decoração para o prédio da SP Escola de Teatro na Praça Roosevelt.

 

Enquanto a atividade acontecia, Ivam Cabral fez uma introdução sobre o projeto da Escola – como ele nasceu, quem o idealizou e qual foi a ideia inicial. Ao citar o aporte teórico adotado pela Instituição, que inclui a “pedagogia da autonomia”, proposta pelo educador Paulo Freire, a noção de território e de espacialização, desenvolvida pelo geógrafo Milton Santos, e a visão sistêmica do processo cognitivo, do físico e ambientalista Fritjof Capra, o diretor executivo contou uma história aos aprendizes.

 

“Em Riberão Claro, quando era criança, escrevi meu nome em uma calçada que estava sendo cimentada. Até hoje, quando retorno ao local e vejo a inscrição, sinto que pertencerei àquela cidade para sempre. Agora, espero o mesmo de vocês, que fiquem aqui e esse espaço seja de todos nós”, falou Ivam. 

 

Ao final da programação do dia, a aprendiz Paola Dourgue, de Atuação, gostou da forma como o curso começou. “Todas as atividades propunham criar um novo espaço, um novo momento. Espero poder aprender não só com os formadores, mas com todos os meus colegas.”

 

Caetano Della Santina, de Cenografia e Figurino, também se mostrou satisfeito. “Achei a ideia bacana, diferente. É uma recepção totalmente voltada para a arte, não convencional. Deu para notar que aqui a cultura e a arte são muito valorizadas. O curso tem tudo para ser bem proveitoso.”

 

 

Texto: Felipe Del

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