Traçando os Rumos de uma Contrapartida Sociocultural

Publicado em: 31/08/2011

Responsáveis pelo Programa Kairós e aprendizes da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, selecionados para receber a Bolsa-Oportunidade, se encontraram nesta terça-feira (30), para uma apresentação de novas diretrizes para o projeto “Poesia no Brás” que, reformulado, foi batizado como “SP com Poesia”.
 

A reunião, que também serviu para a definição de outras atividades que serão desenvolvidas neste semestre, foi conduzida por Cléo De Páris, coordenadora do Kairós e Denise Relvas, assistente de projetos do Programa; Tato Consorti, assessor da diretoria executiva da Escola; e Gustavo Ferreira, produtor cultural da Instituição.
 

Além deles, 100 aprendizes do período matutino e 100 do vespertino participaram deste encontro a fim de conhecer as novas condições estipuladas pelo Programa para a manutenção do benefício. 

 

Denise Relvas, Tato Consorti, Cléo De Paris e Gustavo Ferreira (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

São várias as mudanças no sistema de contrapartida do Programa Kairós: agora, em vez de grupos enxutos, compostos por quatro ou cinco aprendizes, os participantes se dividem em cinco grupos de 20 pessoas por período, para realizar nove intervenções mensais, com duração mínima de uma hora, na região que cerca a Escola. “Todos, sem exceção, devem participar das ações, não basta falar que escreveu ou ajudou no projeto”, salientou Ferreira.
 

Depois de separados os conjuntos, os aprendizes tiveram que conversar entre si para definir um representante e escolher as datas em que fariam as intervenções, que podem ser realizadas entre terça e sábado.
 

No semestre passado, todos os grupos tinham, necessariamente, que entregar um relatório, com fotos ou vídeos, para comprovar a realização da contrapartida. Agora, apesar de essa obrigatoriedade ter sido anulada, os participantes que tiverem interesse em registrar esses momentos serão muito bem vindos. “Não queremos que esta atividade seja encarada como algo burocrático. Promover uma ação de inclusão pode ser muito bacana”, afirmou Consorti. 

 

Segundo Cléo, as novas regras devem ser cumpridas com ainda mais rigor que no semestre passado. Dessa maneira, três descumprimentos relativos às atividades complementares acarretarão a suspensão imediata da Bolsa-Oportunidade. “Esse projeto tem que ser tratado com seriedade e respeito, só assim poderá, de fato, demonstrar o caráter transformador da arte”, disse ela.
 

Como pressuposto para essa nova etapa, Tato Consorti lançou uma provocação aos aprendizes, partindo do ensaio “Esperando Godot em Sarajevo”, presente no livro “Questão de Ênfase”, da escritora, crítica de arte e ativista norte-americana Susan Sontag, que também chegou a trabalhar como diretora teatral. “Li esse livro há algum tempo e me tocou muito. É uma reflexão sobre o quão fundamental é a arte em qualquer instância. É importante para entendermos e pensarmos um pouco sobre o que temos feito aqui.” 
 

Ao final do encontro, ficou acertado que cada grupo deve entregar, sempre no dia 5 de cada mês, uma proposta simplificada por intervenção, na qual precisam especificar quais poesias serão utilizadas, o local onde será realizada a intervenção e a razão da escolha.
 

 

Texto: Felipe Del

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