Ícones do teatro argentino refletem sobre o cenário pós-pandemia

O futuro do teatro após a pandemia do novo coronavírus vem sendo tema de discussões entre profissionais em todo o mundo. Em uma conversa compartilhada no YouTube, profissionais da Argentina, como Rafael Spregelburd, Maruja Bustamante e Jorge Dubatti analisaram cenários possíveis.

Há incertezas de quando o teatro voltará a ser possível bem como os protocolos que deverão seguir artistas, técnicos e público. Além disso, há uma preocupação intensa sobre as aulas e oficinas, que são fonte de renda para muitos artistas do teatro argentino.

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Para Dubatti, crítico e filósofo do teatro, o convívio se tornou algo muito mais relevante por conta da pandemia, que provocou em todos nós o que define como “síndrome de abstinência do convívio”. “O teatro estaria sendo atravessado pelo adiamento de toda uma estrutura de convívio à qual ele pertence”, postulou.

Artistas argentinos discutem futuro do teatro pós-pandemia. Foto: Reprodução


Já Bustamante, que é atriz, diretora e dramaturga, propôs que a classe se reúna para criar um protocolo para poder voltar a dar aulas e oficinas assim que o período de confinamento acabar. “Temos de agir, criar grupos de debates, comissões”, pediu. Uma das ideias que deu foi “aulas com menos gente, respeitando distância, ou que durem menos”, bem como a criação de “um protocolo de saúde e cuidados”.

Sobre o teatro virtual, Spregelburd, dramaturgo e diretor, disse que é preciso cautela. “Tenho medo de que, estando preocupados por nossa especificidade, percamos de vista o elefante”, pontuou. E disse que a volta das sessões de teatro real devem ser prioridade do setor assim que isso for possível. 

CULTURA EM CASA

Assim como outros equipamentos, a SP Escola de Teatro criou uma programação especial na internet para oferecer ao seus seguidores. Assim, está disponível uma série de conteúdos multimídia, como vídeos de espetáculos e de palestras e bate-papos de nomes como as atrizes Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Denise Fraga, a monja Coen, a escritora Adélia Prado e o pastor Henrique Vieira, além de cursos gratuitos a distância.

O acervo ainda inclui filmes produzidos pela Escola Livre de Audiovisual (ELA) – iniciativa da Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap), gestora da SP Escola de Teatro – em parceria com instituições internacionais, com a Universidade das Artes de Estocolmo (Suécia).

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