Série Minimalista | ‘A gaivota’

Publicado em: 04/12/2014

 

A Série Minimalista da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco desta semana foca em uma das principais peças do teatro russo: “A gaivota”, de Anton Tchecov (1860-1904).

 

O dramaturgo começou a escrever a obra em 1895, tendo conseguido no ano seguinte liberação por parte da censura para encená-la. A estreia foi um fracasso e recebeu grande vaia do público, mas dois anos depois, a segunda tentativa, liderada por Stanislávski e Nemiróvitch-Dántchenko, foi bem-sucedida e abriu portas para encenações em toda a Rússia.

 

“A gaivota” é entendida por alguns como uma comédia, por outros como um drama, e por outros, ainda, como uma tragédia. Tchecov, no entanto, a definia como uma comédia. Nela, o autor lança mão de uma série de recursos poéticos e da metalinguagem para discutir seu próprio ofício.

 

Treplev, um jovem escritor, está no centro da trama. Seus conflitos existenciais, somados aos das demais personagens, revelam com um humor muito particular a vulnerabilidade humana. 

 

Filho de Arkadina, uma atriz consagrada, ele fica perturbado ao ter sua peça rejeitada pelos membros dos círculos artísticos frequentados pela mãe. Sua situação se agrava quando sua amada, Nina, se apaixona por Trigorin um famoso escritor que namora com a mãe de Treplev. As inconstâncias de humor do jovem escritor ressaltam seu perfil romântico e utópico, e contribuem para ridicularizá-lo e conduzi-lo ao suicídio.

 

A gaivota é o símbolo principal da peça e ganha significados diferentes em cada ato: no primeiro, por exemplo, aparece como símbolo de segurança, associada à tranquila infância de Nina; no segundo, Treplev mata uma ave e mostra à sua amada para representar o término de sua honra. Já no quarto ato, a gaivota passa a simbolizar destruição e insanidade.

 

Montada até hoje mundo afora, alguns dos maiores artistas teatrais do Brasil já participaram de encenações do texto, como Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Renata Sorrah, Sérgio Britto e Renata Sorrah, entre outros.

 

Em 2011, o módulo Verde da SP Escola de Teatro adotou o texto como material de trabalho.

 

Se você quiser ver retratada alguma peça ou personagem nesta seção, cuja proposta é criar ilustrações do universo teatral com poucos elementos, faça suas sugestões pelo e-mail info@spescoladeteatro.org.br ou por nossas redes sociais (fb.com/spescoladeteatro e twitter.com/escoladeteatro).

 

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