Série Grandes Diretores: Victor García

Publicado em: 06/05/2021

A SP Escola de Teatro segue em sua série de minibiografias de grandes diretores da história do teatro mundial.

Na lista, há importantes nomes, como José Celso Martinez Corrêa, João das Neves e Ariane Mnouchkine.

Nesta quinta-feira, 06, nosso homenageado é o diretor do histórico espetáculo da década de 1960, O Balcão, de Jean Genet, Victor García; confira!

Victor García:

Diretor e cenógrafo, Victor García nasceu em Tucumán, região norte da Argentina, em 1934.

Estudou escultura, pintura, arte dramática e dança contemporânea durante a juventude, até se mudar para a Europa no final da década de 1950, onde permaneceu durante três anos no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, Portugal (CITAC), grupo fundado por estudantes em 1956.

Série Grandes Diretores: Ariane Mnouchkine

Ganha notoriedade e passa a ser conhecido por toda Europa no início da década de 1960, com a montagem do espetáculo de Fernando Arrabal, O Cemitério de Automóveis, considerada pelos críticos uma das mais importantes referências do teatro de vanguarda da época.

Confira as 10 minibiografias da série Grandes Cenógrafos da SP Escola de Teatro

Veio para o Brasil em 1967 a convite da atriz e empresária Ruth Escobar, com quem trabalhou em suas principais montagens teatrais, como O Balcão, As Criadas, ambas de Jean Genet, e Yerma, do poeta espanhol Federico García Lorca, entre outras.

“O essencial é encontrar uma arquitetura”, dizia Victor, que para cada espetáculo, elaborava um novo projeto arquitetônico. Exemplo de ousadia e vanguarda, a montagem do espetáculo histórico brasileiro O Balcão, da década de 1960, contava com uma edificação de cinco andares em espiral, guindastes, gaiolas e elevadores espalhados pelo Teatro Ruth Escobar, que foi completamente adaptado para esse projeto.

Série Grandes Cenógrafos: Flávio Império

Além de trabalhar no Brasil e Portugal durante as décadas de 1970 e 1980, Victor também dirigiu o Festival Internacional da Babilónia, no Iraque.

O encenador favorito de Fernando Arrabal, mudou-se para Paris logo após sua temporada no Brasil, onde realizou sua última montagem, o espetáculo Divinas palavras, de Ramón María del Valle-Inclán, no Teatro do Palácio de Chaillot, em Paris.

Ubu Rei, de Alfred Jarry, com cenografia de Jérôme Savary, Assim que Passem Cinco Anos, de Federico García Lorca, e Parábola do Banquete, de Paul Claudel, são algumas das dezenas de espetáculos dirigidos por esse grande nome da direção teatral.




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