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Selo Lucias: ‘Lucia Camargo tinha o olhar voltado ao outro’, diz Marici Salomão

Publicado em: 11/02/2021

Como parte da comemoração de seus 10 anos, a SP Escola de Teatro lançou em 25 de janeiro o livro “Teatro em Grupo na Cidade de São Paulo e na Grande São Paulo”. A obra marca também a estreia do selo “Lucias”, que homenageia Lucia Camargo. Ela foi uma das maiores personalidades da cultura no país e faleceu em julho de 2020, aos 76 anos, devido a complicações de um AVC.

Lucia Camargo era gestora cultural, professora, jornalista, crítica e coordenou o setor de Extensão Cultural e Projetos Especiais na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Ela também foi diretora de importantes instituições culturais brasileiras, como Teatro Guaíra, em Curitiba, onde foi ainda secretária municipal e estadual de Cultura do Paraná; e o Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Além disso, foi ainda secretária-adjunta de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e a primeira e única mulher na história a dirigir o Theatro Municipal de São Paulo.

O lançamento do selo Lucias é celebrado por amigos, companheiros de trabalho e personalidades da cena artística. Marici Salomão, coordenadora do curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, é um destes nomes. Ela, em texto especial para o primeiro lançamento do selo Lucias, relembrou a relação de amizade e respeito com a homenageada.

“Conheci Lucia Camargo em 2011, apresentada por Ivam Cabral, nosso diretor artístico na SP Escola de Teatro. Ela havia aceitado o convite para integrar o quadro de coordenadores, à frente dos cursos de Extensão. Lucia me surpreendeu ao primeiro encontro: eu esperava uma mulher cheia de, no mínimo, pompa e circunstância, pelo currículo invejável como gestora cultural à frente de várias instituições. Ao invés disso, cumprimentei uma mulher de atitude simples, alegre e despojada. Mas com tamanha cultura e inteligência! Foram nove anos de estreita amizade, até sua morte em 2020”, conta.

No texto especial, Marici Salomão ainda destaca histórias divertidas que viveu ao lado de Lucia, sua atitude positiva para resolver problemas, e generosidade em dar oportunidades e incentivo a novos talentos.

“Lucia tinha o olhar voltado ao outro, generosa que era, sempre a criar parcerias, estimular carreiras, articular projetos e programas. Visava as soluções, não os obstáculos. Para além de partidos e picuinhas, foi exímia gestora cultural. Tinha uma memória brilhante, que não deixava escapar, em um jeito engraçado de contar, histórias e fatos saídos do longo percurso como docente universitária, diretora do Teatro Guaíra, secretária de Cultura do Estado do Paraná e do Município de Curitiba, diretora artística do Theatro Municipal de São Paulo (registre-se: a primeira e única mulher ocupando esse cargo), entre tantos outros postos”, pontua.

Marici ainda lembra da tamanha sabedoria da amiga e celebra a homenagem pelo selo Lucias que eterniza um nome e uma vida que tanto fez pelas artes no Brasil. “Na voz de Lucia, tudo deixava de ser simples narrativa para virar ensinamento, como só os grandes mestres sabem fazer. O selo Lucias é uma justa homenagem. Que seja o pontapé inicial para múltiplas formas de reconhecimento desta profissional que nunca deixou a vaidade e a ‘frescura’ cegarem o compromisso com a arte e os artistas. De onde estiver, Lu, olhe por nós!”, conclui.




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