Qual é o seu nome?

Publicado em: 09/05/2014

Os aprendizes que recebem a Bolsa-Oportunidade do Programa Kairós da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco têm várias opções de contrapartidas culturais para escolher. Uma delas se chama Ação Cidadã.

 

O projeto, que estimula a discussão sobre os conceitos de acessibilidade e cidadania, tem como proposta dar visibilidade a comunidades “marginalizadas”, criando um espaço de debate que mobilize para o seu centro os discursos omitidos. Prevê, ainda, um esforço conjunto que focaliza questões como o direito de se ter direito, o direito à cidade e o direito à cidadania.

 

Neste semestre, os aprendizes que optaram por seguir esse caminho já desenvolveram várias ações. Para registrar e mostrar ao público seus trabalhos, eles criaram o blog “Qual é o seu nome?”, um espaço que reúne textos, fotos e vídeos da atividade, coordenada pela aprendiz de Atuação Rita Couto.

 

“Nosso interesse aqui é o olhar afetivo e o registro artístico sobre o morador de rua, este outro cujo nome dificilmente é descoberto”, diz trecho do texto inaugural do blog, assinado por todos os integrantes. “Com abordagens diretas e sensíveis, nosso objetivo é delinear a imagem do próprio morador de rua partindo do seu nome e das experiências relatadas nesse encontro.”

 

Rita durante ação

 

O Programa Kairós e a Bolsa-Oportunidade

O Programa Kairós é responsável pela efetivação de uma das principais características da SP Escola de Teatro, o seu olhar humanista sobre os sujeitos que a integram. Esse cuidado abrange não apenas os aprendizes, mas também os egressos por meio de ações de acompanhamento da trajetória profissional após formação. Partindo dessa visão, a sociabilidade é articulada sobre vetores educacionais sustentáveis.

 

O olhar humanista a que se propõe, ultrapassa a simples ideia de auxílio financeiro aos mais desfavorecidos economicamente. Uma das propostas é estabelecer articulações entre a arte e a comunidade/sociedade, em processos que buscam uma concepção ampliada de arte com proposições críticas e criativas, ações que aproximem os aprendizes de sua função de artistas/cidadãos. Busca, também, processos colaborativos com outras organizações, na tentativa de diluir fronteiras entre a arte e o contexto da vida cotidiana.

 

Uma de suas principais ações é a concessão da bolsa-auxílio chamada Bolsa-Oportunidade. Com ela, os aprendizes podem suprir parte de suas necessidades, como transporte, alimentação, aquisição de material técnico-pedagógico e acesso aos bens culturais. Para tanto, os contemplados devem cumprir atividades de contrapartida cultural.

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