Por sua trajetória no circo, Hugo Possolo recebe o Prêmio Fundação Bunge

Publicado em: 23/09/2014

Dramaturgo, ator, cenógrafo, figurinista, diretor de teatro, circo e ópera, e, principalmente, palhaço. Hugo Possolo tem uma extensa e polivalente trajetória artística. Como recompensa a seu incansável trabalho no circo, o artista recebeu na noite de ontem (22), em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, o Prêmio Fundação Bunge

 

Ele, que é o atual coordenador do curso de Atuação da SP Escola de Teatro, foi contemplado pela categoria Vida e Obra na área de Artes Circenses. Em sua 59ª edição, o prêmio tem como proposta incentivar o conhecimento em diversas áreas, nos temas “Produtividade Agrícola Sustentável” e “Artes Circenses”. 

 

Ivam Cabral, a esposa de Hugo (Marcia), Hugo e sua filha (Camila)

 

Para a categoria Vida e Obra são escolhidos profissionais pelo conjunto de seus trabalhos, e, para a categoria Juventude, jovens de até 35 anos que estão obtendo destaque em suas áreas de atuação. O Grande Júri do Prêmio é formado por reitores de universidades e presidentes de entidades de renome.

 

“A importância do Prêmio, para mim, vai além da satisfação pessoal. Ele simboliza o caminho que o Circo está trilhando para ter seu merecido reconhecimento como Arte”, diz Possolo.

 

Para ele, “a grande importância do Circo está em ser uma arte universal, que dialoga com todas as camadas sociais, todas as faixas etárias. É um saber popular, feito pelo povo e para o povo, que não pode ser tratado como mero entretenimento. Temos muito a conquistar ainda”.

 

Na área circense, Luana Serrat levou para casa o prêmio Juventude. Já em Produtividade Agrícola Sustentável, o prêmio ficou com Hiroshi Noda (Vida e Obra) e Fernando Andreote (Juventude).

 

O artista

Dramaturgo, ator, cenógrafo, figurinista e diretor de teatro, circo e ópera, Hugo Possolo prefere se definir como Palhaço. Autor de mais de 30 peças teatrais, além de diversos roteiros de shows, dirigiu mais de 50 espetáculos em sua carreira. Fundou o grupo teatral Parlapatões. 

 

Entre seus trabalhos destacam-se: Sardanapalo (93); U Fabuliô (96); Piolin (97); A Flauta Mágica (96), ópera sob regência de Abel Rocha; Não Escrevi Isto (98); Farsa Quixotesca (99); Eu e Meu Guarda-Chuva (2003), ópera-rock em parceria com Branco Mello, dos Titãs; As Nuvens e/ou Um Deus Chamado Dinheiro (2003); Prego na Testa (2005); A Italiana em Argel (2007), ópera sob regência de Jamil Maluf e Parlapatões Revistam Angeli (2013); Burguês Fidalgo (2014) e Eu Cão Eu (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor texto. 

 

Foi Coordenador Nacional de Circo da Funarte (2004/2005). Fundou o Circo Roda onde escreveu e dirigiu Stapafúrdyo (2006); Oceano (2008) e DNA – somos todos muitos iguais (2010). Foi indicado ao Prêmio Governador do Estado de São Paulo (2011) pelo trabalho dedicado ao Circo. Integrante da Associação de Amigos da Praça, responsável pela fundação da SP Escola de Teatro. Realizador da Festa do Teatro, evento de distribuição gratuita de ingressos de teatro. Coordena o Espaço Parlapatões, marco na revitalização do centro paulistano e o Galpão Parlapatões, centro de pesquisa em artes circenses.

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