Por Detrás da Bandeira

Publicado em: 10/11/2011

Os aprendizes de Atuação Lucas França e Fernando Lopes durante a apresentação do Grupo 2 (Foto: Jéssika Lopes)

 

Imagens refletidas em painéis, velas iluminando o ambiente, corpos se entrelaçando, cordas usadas como forcas, tambores marcando passos. Esse foi o ambiente da apresentação do Experimento do Grupo 2 do Módulo Amarelo, realizada, ontem (9), na sede da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

Ao adentrar o espaço cênico, ao fundo da sala, a única luz existente era a das imagens de rostos, bocas, olhos e narizes projetadas em diferentes planos. Os atores se posicionam junto às paredes e proferem algumas palavras. Assim, a cena começa.

 

A apresentação girou em torno de ritos antropofágicos. A partir disso, discutiu-se sobre as relações histórico-sociais do País, estabelecidas entre devorador e devorado, “evidenciando o que está por detrás da cortina verde e amarela do Brasil”, como é dito na sinopse do processo criativo do Grupo.

 

Os atores Renata Konsso, Marina Franco, Fernando Lopes, Lucas França, Juliana Spadot e Priscila Gomes tinham a missão de transmitir toda a voracidade que as personagens possuíam. As cenas de canibalismo eram intensas e acompanhadas de imagens que completavam a representação do tema.

 

Aprendiz de Atuação Renata Konsso em cena na apresentação do Grupo 2 (Foto: Jéssika Lopes)

 

Foi isso que a aprendiz de Atuação Aline Santos mais gostou. “Eles usaram as imagens não só para ajudar, mas para compor a cena, ou seja, em prol da dramaturgia.” Outro ponto elogiado pelos espectadores foi a utilização do espaço cênico. “Embora algumas vezes eu não tenha conseguido enxergar, o grupo conseguiu preencher muito bem o espaço que tinha”, comenta o aprendiz de Humor Thiago Pratas.

 

Além da iluminação desenvolvida e operada pelas integrantes Luciana Ponce e Patrícia Mello, havia pontos de luz portáteis, que os atores carregavam consigo para iluminar quem estava falando ou, ainda, a plateia presente. Para a sonoplastia, os aprendizes Cauê Andreassa e Alex Matos prepararam alguns áudios como o da voz distorcida que dizia, repetidas vezes, “cala a boca e abaixa a cabeça”, frase também pronunciada pelos atores.

 

Alguns integrantes do Grupo 2 passaram a madrugada na Escola organizando a parte técnica, para minimizar os riscos de problema. Os técnicos de palco Priscilla Alexsandra e Victor Cantagesso são, portanto, os grandes responsáveis pela pontualidade do grupo e, claro, pela montagem de cenário e de todos os equipamentos de som e luz.

 

A cenografia e o figurino foram idealizados por Alexandre Ferraz, Guilherme Cantofaroni e Benedito Ferreira. O texto é assinado por Isis Ultsch, Daniel Mello e Marco Antonio Silva; e a direção é de Jefersom Brito e Lucas Vitorino.

 

 

 

Texto: Jéssika Lopes

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