Ponto | O Teatro Amazonas e a borracha

Publicado em: 15/10/2013

Entre o final do século XIX e início do século XX, a região amazônica atraiu para si muitos olhares. Ouro e minerais não tinham sido encontrados em abundância por ali, e as drogas do sertão já não eram tão atraente quanto séculos atrás. Com exceção de uma delas: a borracha.

 

Até aquele momento, a borracha natural era um produto exclusivo da Amazônia, capaz de gerar altos lucros, ainda mais depois do advento da indústria automobilística. A matéria-prima gerou enorme avanço tecnológico para a região norte do País, e Belém e Manaus estavam entre as mais desenvolvidas do Brasil.

 

Um dos principais resultados positivos do ciclo da borracha foi a construção do luxuoso Teatro Amazonas, localizado no largo de São Sebastião, no centro de Manaus, capital do Amazonas. Inaugurado em 1896, durante o período áureo do ciclo, é o maior símbolo da riqueza da cidade durante a época e o grande cartão-postal manauense.

 

Tanto por fora quanto por dentro, o Teatro Amazonas é grandioso. Considerado uma das mais importantes casas de espetáculo do Brasil, mantém certa semelhança a outras grandes casas europeias. Com capacidade para 701 pessoas, o espaço recebe espetáculos de teatro, dança e ópera.

 

Não apenas por sua importância para o cenário teatral amazonense, mas para toda a memória histórica da região e do País, o Teatro Amazonas foi restaurado em 1990 pelo Governo do Estado e segue enchendo os olhos de quem passa pela “metrópole da Amazônia”.  

 

 

Texto: Felipe Del

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