Ponto | ‘O avarento’ vai ao palco – mas logo sai

Publicado em: 09/09/2014

Há exatos 346 anos, ganhava o palco uma das peças mais representadas e lidas até hoje do mestre da comédia satírica, Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière. No dia 9 de setembro de 1668, “O avarento” era encenado pela primeira vez, no Teatro do Palais-Royal, em Paris.

 

Considerada por muitos como a comédia mais dura e mais popular de Molière, “O avarento” estreou em um momento conturbado da trajetória do autor, que estava em um embate com a Igreja por conta de sua polêmica peça “Tartufo” – que fora proibida de ser apresentada por vários anos, sendo autorizada pelo rei apenas em 1669.

 

Molière estava doente desde 1665 e, ainda assim, não largou a pena. Em 1668, então, cria e tem encenadas três peças: “Anfitrião”, em janeiro, “George Dandin”, em julho, e, enfim, “O avarento”. 

 

Curiosamente, foram apenas nove sessões da montagem, sendo que apenas a primeira teve casa cheia. Tal rejeição se deve, especialmente, ao fato de o texto ser escrito em prosa, estrutura bastante incomum para a época, quando principalmente as grandes comédias eram compostas por versos. “O avarento” também possuía cinco atos, e o público estava habituado a comédias com apenas três.

 

Após sair de cartaz em outubro como um fracasso, o espetáculo voltou em dezembro, mas novamente sem alcançar sucesso. Até a morte de Molière, em 1673, o texto só havia sido apresentado 47 vezes, sem encantar o público. O reconhecimento pela obra seria apenas póstumo.

 

No Brasil, várias foram as montagems do texto, sob direção de artistas renomados, como Henri Doublier, Cacá Rosset, Amir Haddad e Felipe Hirsch.

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