Ponto | Martins Pena, o Molière brasileiro

Publicado em: 24/03/2015

Luís Carlos Martins Pena, que ficou conhecido apenas como Martins Pena, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1815. Foi dramaturgo, diplomata e introdutor da comédia de costumes no Brasil. Sua obra mostra pela primeira vez na história do País, com ironia e humor, a sociedade brasileira e de suas instituições. É patrono da Academia Brasileira de Letras, na Cadeira 29.

De família humilde, teve sua vida profissional formada na área comercial. Concluiu o curso de Comércio aos 20 anos, em 1835, e passou a frequentar a Academia Imperial das Belas Artes, onde estudou arquitetura, estatuária, desenho e música, além de estudar línguas, história, literatura e teatro. Em 4 de outubro de 1838, “O Juiz de Paz na Roça” foi sua primeira peça que chegou aos palcos, encenada pela companhia teatral de João Caetano, o mais célebre encenador de sua época.

Nesse mesmo ano, entrou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde exerceu vários cargos, como amanuense da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, em 1843, e adido à Legação do Brasil em Londres, Inglaterra, em 1847. Durante todo este período, contribuiu para a literatura brasileira com cerca de 30 peças, em sua maioria de comédias. Durante sua passagem por Londres, contraiu tuberculose e morreu, no dia 7 de dezembro de 1848, em Lisboa, com apenas 33 anos.

Sua obra é basicamente sobre a vida do Rio de Janeiro da primeira metade do século 19 e explora o povo comum da roça e das cidades. Com uma veia cômica inovadora para a época, tornou-se um dos autores mais populares do teatro brasileiro, construindo uma galeria de tipos que retratam o Brasil do século 19, sendo chamado de o Molière brasileiro. Só depois de sua morte, algumas de suas peças, como “O Noviço” (1853) e “Os Dois ou O Inglês Maquinista” (1871), foram encenadas.

Sua produção foi reunida em “Comédias” (1898), editado pela Editora Garnier, e em “Teatro de Martins Pena” (1965), dois volumes, editado pelo Instituto Nacional do Livro. “Folhetins – A Semana Lírica” (1965), editado pelo então Ministério da Educação e Cultura e pelo Instituto Nacional do Livro, abrange a colaboração do autor no Jornal do Commercio (1846-1847).

 

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