Ponto | A Acidez de Neil LaBute

Publicado em: 27/11/2012

Se você é um dos fãs-órfãos do seriado “House”, sucesso da TV por assinatura que encerrou temporada em maio deste ano, muito provavelmente vai se identificar com o humor ácido do dramaturgo americano Neil LaBute, cujas peças costumam fazer bastante sucesso no Brasil.

Atualmente, está em cartaz no Rio de Janeiro, depois de cumprir temporada aqui em São Paulo, a montagem “Razões Para Ser Bonita”, dirigida por João Fonseca, com Ingrid Guimarães e Marcelo Faria no elenco. Nela, o autor discorre sobre a ditadura do culto ao corpo, a partir da obsessão de uma mulher que, classificada como dona de uma beleza “normal” pelo namorado, se desespera em busca da perfeição extraordinária. A peça faz parte do que LaBute chama de “Trilogia da Beleza”, composta por outros dois textos, que também foram encenados no Brasil: “Gorda”, dirigido por Daniel Veronese, em 2009, com a humorista Fabiana Karla no papel-título, e “A Forma das Coisas”, sob direção de Guilherme Leme, de 2008.

Das mais importantes vozes da dramaturgia americana, Neil LaBute teve sua primeira obra encenada no País em 2005, quando Monique Gardenberg dirigiu “Baque”, com Deborah Evelyn e Emílio de Mello.

Passaram ainda pelos palcos nacionais “Aquelas Mulheres” (2010), versão brasileira para “Some Girl(s)”, que marcou a estreia do cineasta e produtor Flávio R. Tambellini nos palcos, e “Restos” (2010), solo de Antônio Fagundes, dirigido por Marcio Aurelio.

Nascido em Michigan, em 19 de março de 1963, LaBute é dono de um texto ágil, inteligente e repleto de um humor sarcástico, sua principal característica. Antenado, busca sempre retratar temas atuais, como adultério, ditadura da beleza, enfim, obsessões que permeiam a sociedade moderna. O retrato pintado em cena não é muito bonito de se ver, mas que é real, sem dúvida, é.
 



  

Texto: Majô Levenstein

 

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