Papo de Teatro com Paulo Goulart Filho

Publicado em: 09/04/2012

Paulo Goulart Filho (Foto: Divulgação)

 

Paulo Goulart Filho é ator, bailarino, coreógrafo e diretor

 

 

Como surgiu o seu amor pelo teatro?

Eu praticamente nasci dentro do teatro, está em meu sangue, sempre amei o teatro, desde minha primeira lembrança de vida.

 

Lembra da primeira peça a que assistiu?

Não me lembro da primeira, pois já estava no palco na barriga de minha mãe.

 

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver o teatro.

“Boa Noite Mãe”.

 

Um espetáculo que mudou a sua vida.

“São Paulo, Night and Day”, no Palladium, com direção de Abelardo Figueiredo.

 

Você teve algum padrinho no teatro?

Antonio Abujamra.

 

Já saiu no meio de um espetáculo?

Não.

 

Teatro ou cinema? 

Os dois, amo os dois.

 

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado.

Não me lembro de nenhum.

 

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? 

Várias vezes, desde criança sempre acompanhava meus pais em seus espetáculos e muitas vezes ficava na coxia.

 

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro? 

Nelson Rodrigues, por toda inovação que trouxe ao teatro brasileiro. William Shakespeare, por traduzir toda essência do ser humano em seus textos de forma tão poética e poderosa.

 

Qual companhia brasileira você mais admira?

Parlapatões, com seu histórico de mais de 20 anos trazendo humor e qualidade em seus espetáculos.

 

Existe um artista ou grupo de teatro do qual você acompanhe todos os trabalhos?

Não.

 

Qual gênero teatral você mais aprecia?

Drama.

 

Em qual lugar da plateia você gosta de sentar? Qual o pior lugar em que você já se sentou em um teatro?

Gosto de sentar entre a quinta e décima fileira no centro. O pior lugar em que já sentei foi na primeira fila, não consigo ver o todo do espetáculo.

 

Fale sobre o melhor e o pior espaço teatral que você já foi ou já trabalhou?

É difícil escolher o melhor espaço, são tantos teatros bons, mas tenho uma paixão especial pelo Theatro Municipal de São Paulo. Quanto ao pior, prefiro não lembrar, coisa ruim a gente esquece.

 

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou? 

Existe peça ruim, pois a base de tudo é o texto; se o texto é ruim, por melhor que seja o encenador, não tem jeito. 

 

Como seria, onde se passaria e com quem seria o espetáculo dos seus sonhos?

Uma comédia dramática musical, no Theatro Municipal, com Paulo Autran e Dercy Gonçalves, já pensou?

 

Cite um cenário surpreendente.

O cenário de Marco Lima para a peça “Eu Era Tudo pra Ela… E Ela me Deixou”, de Emilio Boechat.

 

Cite uma iluminação surpreendente.

A iluminação de Mano Quinderé para a peça “Palácio do fim”, de Judith Thompson.

 

Cite um ator que surpreendeu suas expectativas.

Julio Adrião em “A Descoberta das Américas.

 

O que não é teatro?

Só o que está morto.

 

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?

Sim, mas é preciso ter bom senso.

 

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?

Absorver e utilizar tudo que é novo; temos que continuar sendo antropófagos.

 

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?

As de Shakespeare e as de Nelson Rodrigues.

 

Cite um diretor (a), um autor (a) e um ator/atriz que você admira.

Diretor: Antonio Abujamra; autor: José Antônio de Souza; ator: Tony Ramos.

 

Qual o papel da sua vida?

O Cavalo, de “O Cavalo na Montanha”; Ariel, de “A Tempestade”; e, agora, o Homem, de “Quarto 77”, que estreio em março no Teatro Augusta.

 

O teatro está vivo?

Com certeza, o teatro só existe com vida, enquanto existir uma peça em cartaz com pelo menos um espectador, o teatro estará vivo. E ele nunca morrerá, porque enquanto existir vida humana na terra o teatro estará presente como um espelho refletindo nossa essência.

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