O Livro do Mês, por Maurício Paroni de Castro

Publicado em: 21/06/2013

A partir de agora, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco traz, mensalmente, uma indicação literária de Maurício Paroni de Castro, diretor e dramaturgo, que também coordena o espaço de discussão informal que ganhou o nome de Chá e Cadernos, também mensal, realizado sempre na última sexta-feira do mês, na Sede Roosevelt da Instituição. A entrada é franca e aberta ao público.

 

Maurício Paroni de Castro (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

Para inaugurar este espaço, a obra escolhida pelo artista foi “O arco e a lira” (1956), do mexicano Octavio Paz, com tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht. Neste livro, Paz, Prêmio Nobel de Literatura em 1990, adentra o universo poético, analisando o fazer poético e as possibilidades da linguagem e da imaginação. 

 

“Octavio Paz convida-nos a uma incursão no percurso convencional de quem se ocupa de poética. A arte da palavra é um ponto que não é o único, mas é cardeal; se isso é certo ou não, é outra discussão. Certo é que é um caminho que tem sido visto como ponta de diamante para a fundação das formas artísticas. Portanto, é bom tê-lo trilhado, conhecer seus prós e contras, discutir e escolher. Além disso, é uma leitura obrigatória a quem quer que se ocupe de arte, hoje”, observa Paroni.

 

Em breve, a obra estará disponível na biblioteca da Escola. Boa leitura e ótimas discussões!

 

Sobre Maurício Paroni de Castro

Nascido em 1961, cursou Direito e Filosofia na USP. Morou em Milão por 15 anos, onde diplomou-se na Scuola D’Arte Drammatica Piccolo Teatro di Milano, hoje Paolo Grassi, onde foi professor residente de 1985 a 1999. Desde 1998, está artisticamente associado à companhia escocesa Suspect Culture.

 

Foi professor residente na Universidade Statale di Pavia (Itália), da Volda Universitat (Noruega) e da Royal Scottish Academy of Music and Drama (Escócia). Teve como professores, entre outros: Tadeusz Kantor, Thierry Salmon, Josef Svoboda, Eckhardt Schall, Martin Esslin, Iva Hutchison Formigoni, Enrico Job, Hubert Westkemper, Luca Ronconi, Massimo Castri, Vannio Vanni, Gigi Saccomandi, Ettore Capriolo, Lorenzo Arruga e Heiner Muller, com quem trabalhou como ator no espetáculo “Shakespeare Cocktail”, em 1988.

 

Dirigiu mais de 40 espetáculos (por dez anos, foi diretor estável no Centro di ricerca per il teatro, de Milão) entre a Itália, o Reino Unido e o Brasil. Trabalhou em Portugal, Noruega e República Tcheca. Colaborou com o jornal Folha de S.Paulo, com artigos sobre teatro, tendo entrevistado personalidades como Dario Fo e Giorgio Strehler, entre outros.

 

Dirige e elabora dramaturgias e é autor de “Aqui ninguém é inocente”, livro sobre os métodos de dramaturgia empregados na parceria de sua companhia Atelier de Manufactura Suspeita e a de Ziza Brisola, Companhia Linhas Aéreas.

 

 

Texto: Felipe Del

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