O Brasil perde Rogéria, uma divina diva

Publicado em: 05/09/2017

 
Na noite da última terça-feira (4), o Brasil perdeu Rogéria, aos 74 anos. Com Rogéria, vai parte da nossa alegria, mas bem mais do que isso: um símbolo de transgressão da nossa arte. “Eu sou a travesti da família brasileira”, dizia sempre Rogéria. 
 
Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 1943, e começou a carreira de atriz incentivada por Fernanda Montenegro (antes Rogéria era maquiadora). A transformista, como gostava de ser chamada, trabalhou no teatro e na televisão. Recentemente, foi uma das personagens centrais no documentário “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal. 
 
Rogéria marcou as artes brasileiras por ser uma das primeiras travestis a ganharem visibilidade nacional. O diretor executivo da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral, cofundador da Cia. Os Satyros, lembra do otimismo da transformista para com o teatro brasileiro:
 
“Eu conheci a Rogéria através da Phedra de Córdoba, logo no início dos anos 2000, quando a gente chegou na Praça Roosevelt. Rogéria veio assistir ao nosso espetáculo ‘Transsex’, em 2004, e continuou a nos visitar várias vezes. Vinha ver a Phedra e assistir as coisas que Phedra fazia. As duas eram muito amigas e, por isso, passávamos horas conversando. Havia muito amor e admiração por ela. 
 
A última vez que eu e Rogéria conversamos foi na morte da Phedra. Naquele momento, jamais imaginaríamos que um ano depois seria ela que morreria. Rogéria era uma pessoa muito especial. Ela era bastante otimista com o teatro e a nossa luta. Ela entendia perfeitamente o que a gente estava fazendo. Era uma grande pessoa.”
 
A Rogéria, os aplausos de agradecimento e carinho. 

 

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