Encerramento do semestre tem cortejo e montagens

Publicado em: 15/07/2013



O “Cortejo Bloomsday”, homenagem ao livro “Ulysses”, do irlandês James Joyce, o público para um passeio pela Praça Roosevelt, enquanto jogos se desenrolavam (Fotos: André Stéfano)

 A escadaria da Praça Roosevelt foi o local por onde começou, na última sexta-feira (12), a série de atividades que marcaram a celebração de encerramento do semestre letivo na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

Naquele espaço, um grupo formado por aprendizes e ex-aprendizes da Escola apresentou o “Cortejo Bloomsday”, homenagem ao livro “Ulysses”, do irlandês James Joyce, que narra um “fatídico dia na vida de Leopold Bloom”. O cortejo convidou o público para um passeio pela Praça, enquanto jogos se desenrolavam.

Com direção de Pablo Calazans, ex-aprendiz de Direção, o elenco contou com Asnésio Bosnic, Alexandre Zampieri, Fernando Vasques, Gabriel Augusto, Gigi Bifulco, Jô Freitas, Juliana Spadot, Marcus Mazieri e Rodrigo Mazzoni – todos aprendizes do curso de Humor. A dramaturgia levou assinatura da também ex-aprendiz Cristiane Gomes.

Lançando mão de violino, sanfona e coros, além de um humor sagaz, os atores procuravam interagir com o público e fazer com que ele se sentisse em meio aos acontecimentos daquele dia de 1904.

Assim que o cortejo acabou, o destino da plateia foi a Sede Roosevelt da Escola, onde aconteceriam duas montagens feitas pelos aprendizes de Direção, a partir de um exercício de leituras cênicas, realizado em sala de aula, ao longo de quatro segundas-feiras.

Proposto por Rodolfo García Vázquez, coordenador do curso, e pela formadora, Bernadeth Alves, que também orientou os trabalhos, os objetos das leituras foram textos de autores contemporâneos, como Heiner Müller, Jean-Luc Lagarce, Jon Fosse, Juan Mayorga, Michel Vinaver e René Pollesch.

Para arrematar o exercício, os aprendizes reuniram-se, na última sexta-feira, em dois grupos e encenaram “Ânsia”, de Sarah Kane (módulo Azul), e “Cara de Fogo”, de Marius von Mayenburg (módulo Verde). “Concluímos que é muito importante para o aprendiz e para a coordenação. Os aprendizes se depararam com o obstáculo de ler e pensar cenicamente textos de autores contemporâneos. Também serviu para repensarmos o que essa dramaturgia exige do formador”, observa Bernadeth.

A celebração pelo final do semestre se estendeu até sábado (13), com uma extensa programação na Sede Roosevelt.

 

Texto: Felipe Del

 

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