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Em atividade de contrapartida, Jucenil Leônidas, estudante de Direção da SP Escola de Teatro, ministra oficinas de jogos teatrais no Arsenal da Esperança

Publicado em: 23/11/2022 |

Foto: José Luiz Altieri Campos

Desde outubro, o Programa Oportunidades da SP Escola de Teatro vem oferecendo oficinas de jogos teatrais aos acolhidos do Arsenal da Esperança. Os estudantes-bolsistas responsáveis pelas práticas são Jucenil Leônidas Marques Faria e Jessica Marta Dornelles, que são do curso técnico de direção.

O Arsenal da Esperança é uma casa de acolhimento, fundada em 1996, localizada nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes no bairro da Mooca, próxima à sede Brás da SP, por iniciativa de Ernesto Olivero e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida.

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Há 26 anos, abre diariamente sua porta para 1.200 homens que se encontram em dificuldades, o assim chamado “povo em situação de rua”, jovens e adultos que sofrem pela falta de trabalho, moradia, alimentação, saúde e família. Ao ingressarem nesse lugar limpo e acolhedor, os acolhidos podem encontrar os seus direitos, deveres e sobretudo, a possibilidade de fazer o bem e de procurar o sentido da vida.

Dentro desse contexto, a oficina do Programa Oportunidades é mais um incentivo para esses homens poderem reencontrar novos caminhos, possibilitando um novo aprendizado com os jogos teatrais, além de ser também uma ação de escuta.

Marques Faria conversou com a comunicação da SP para contar as experiências de troca entre as duas instituições e o caráter formativo por trás dessas oficinas.

Jucenil Leônidas Marques Faria, estudante de direção

 

Confira na íntegra: 

Você pode nos contar como está sendo as oficinas no Arsenal da Esperança?

Está sendo massa ministrar as oficinas nesse espaço. É sempre um desafio trabalhar com pessoas desconhecidas no lugar oficineiro. Não foram eles que vieram até nós, nós fomos até eles com a proposta. E a gente não sabia se eles iam acolher a ideia. Mas eles acolheram, no primeiro dia aplicamos uma oficina de integração e conversamos sobre o entendimento de cada um em relação ao teatro, foi assim que descobrimos que muitos ali tinham alguma vivência com teatro. Está sendo formativo pra gente.

Qual foi a proposta da última oficina? Como os acolhidos reagem com as propostas das oficinas? E para vocês, estudantes-artistas, como está sendo as propostas?

As duas últimas oficinas foram em função de uma demanda do Arsenal, por conta do final de ano é uma tradição a produção de cartões natalinos, então auxiliamos nesse trabalho, na última ação fizemos a atividade com cartões num primeiro momento e depois partimos para uma dinâmica com palhaçaria com o objetivo de ouvir os acolhidos de forma descontraída e lúdica.

Além dos jogos teatrais, vocês também estão fazendo momentos de escuta? Como está sendo?

Na verdade, todas as nossas ações têm sido pautadas na escuta, os jogos são pensados para que haja esse espaço de fala. Como a proposta do Arsenal é receber os acolhidos por tempo determinando, de uma semana para outra algumas pessoas mudam, então eu e a Jéssica decidimos não pensar em atividades progressivas, optamos por dinâmicas diferentes mas que fossem sempre integradoras e que todos pudessem participar. A ideia de aplicar dinâmicas pensadas na escuta foi uma orientação da Soraya Saide que é nossa artista docente nesse módulo da SP e trabalha há certo tempo com crianças em vulnerabilidade social.

Confira as fotos da oficina em função da produção de cartões de Natal: 

Fotos: José Luiz Altieri Campos

Programa Oportunidades
Um dos compromissos da iniciativa é estabelecer articulações entre a arte e a comunidade, aproximando os estudantes de sua função de artistas e cidadãos. A principal ação do Programa é a concessão de bolsas-auxílio, chamada Bolsa-Oportunidade, que é destinada a estudantes matriculados no Curso Técnico em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os contemplados devem cumprir atividades de contrapartida, que no caso desta ação, serão realizadas por meio de uma busca de elementos de transformação social.

Por Beatriz Pereira. Edição: Luiza Camargo




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