Edward Fão

Publicado em: 15/04/2013

Edward Fão é ator, encenador, dramaturgo, formador e produtor

Como surgiu o seu amor pelo teatro?
Há 29 anos, no grupo Proteu, em Londrina.

Lembra da primeira peça a que assistiu? Como foi?
“Bodas de Café”. Foi contagiante. Foi o momento em que peguei o bichinho.

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver o teatro.
“Transgreunte Ascendente Aquarius – Uma Tragédia”.

Um espetáculo que mudou a sua vida.
“Baden-Baden: O Acordo”.

Você teve algum padrinho no teatro?
Não.

Já saiu no meio de um espetáculo? Por quê?
Nunca. Sou resistente e fico sempre até o final.

Teatro ou cinema? Por quê?
Teatro – olho no olho é fundamental.

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado. E por quê?
Nenhum em particular.

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? E por quê?
Sim. Para tentar compreendê-lo melhor.

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro? Explique.
Nenhum em particular, mas sou sempre tentado pelos textos de Beckett, pela profundidade existencial e pela forma absurdamente real.

Qual companhia brasileira você mais admira?
Teatro da Vertigem.

Existe um artista ou grupo de teatro do qual você acompanhe todos os trabalhos?
Não.

Qual gênero teatral você mais aprecia?
Não naturalista e, de preferência, com rasgos expressionistas.

Em qual lugar da plateia você gosta de sentar? Por quê? Qual o pior lugar em que você já se sentou em um teatro?
De preferência no meio, pela altura da 4ª fila, que dá melhor visibilidade – o lugar do rei. Se for um espaço à italiana, nas coxias.

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou?
O equivoco é sempre do encenador – ou ele fez uma escolha errada ou não foi capaz de extrair o máximo da sua criação.

O que não é teatro?
Teatro invisível não é teatro.

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?
Depende do que move verdadeiramente seu criador.

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?
A procura da proximidade física com seu público, assimilando as novidades dos tempos.

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?
As clássicas de todos os tempos, os contemporâneos anônimos, desconhecidos.

Cite um diretor (a), um autor (a) e um ator/atriz que você admira.
Francisco Medeiros, Samuel Beckett, o ator desconhecido.

Qual o papel da sua vida?
O que eu ainda não fiz.

Uma pergunta para Bertolt Brecht:
“Pode me explicar, com suas palavras, o que é exatamente o distanciamento?”

O teatro está vivo?
Enquanto eu estiver vivo sim; depois, é a morte certa.

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