Do Desenho às Picapes

Publicado em: 27/02/2013

Grafismo, dublagem e discotecagem são os temas dos cursos de Extensão Cultural que iniciaram suas atividades ontem (26). Já pela manhã, por volta das 10h, a escritora e artista Vânia Medeiros aguardava seus alunos para a primeira aula do curso “Desenho Gráfico”, na Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

Primeira aula de “Desenho Gráfico” (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

Depois de toda a turma estar devidamente acomodada, Vânia pediu para que todos se apresentassem e dissessem o motivo de estarem lá. “Estou revendo o modo de fazer e apresentar a minha fotografia. O curso irá me provocar para criar coisas novas, abrir meus horizontes”, explicou a aluna e fotógrafa Alicia Peres.

 

 “Aqui, eles vão aprender, na prática, a fazer experimentos gráficos e exercícios para explorar uma nova linguagem”, conta Vânia. O curso, ministrado às terças e quintas-feiras, das 10h às 13h, com duração de seis meses, tem como objetivo explorar as diversas possibilidades do desenho gráfico, a partir de técnicas manuais de construção de imagem.

 

Os alunos já começaram a aula com a mão na massa – ou nos papéis e lápis –, para fazer o exercício proposto. “Desenho gráfico é desenho no espaço plano. Na Escola, vocês vão fazer tudo de forma analógica”, concluiu a artista.

 

No mesmo horário, só que um pouco longe dali, no Estúdio YB, na Vila Madalena, o ator, e dublador Herbert Richers Jr. dava o pontapé inicial no curso “Dublagem: Conteúdo e Estratégias – Módulo III – Dublando Canções”, que tem como proposta principal apresentar a aplicação da técnica de dublagem em canções e textos cantados.

 

No primeiro dia de aula, o orientador, que já ministrou dois outros módulos da oficina de dublagem, fez uma introdução a esta nova etapa e coordenou alguns exercícios de canto. “Nosso desafio será o de harmonizar as habilidades dos participantes. Isso porque aqueles que estiveram nos outros módulos sabem dublar, mas nem todos cantam. Enquanto isso, outros cantam muito bem, e ainda não sabem dublar. Mas temos uma turma boa, talentosa. Será ótimo”, afirma. Camila Custodio, uma das alunas do curso, faz coro com o professor: “Sempre quis fazer este curso, agora deu certo. A aula foi maravilhosa. Aprender dublagem é super difícil, mas ele tem uma técnica incrível de usar a musicalidade das palavras, diferentemente da utilizada em outras escolas”.

 

E, para encerrar, à noite, foi a vez de o DJ Eugênio Lima receber seus alunos do curso “Disco Aula: Uma História da Discotecagem – Música, Beats, Festas e Política”, no Espaço do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, em Perdizes.

 

Animado, o DJ já fez um balanço da primeira aula: “Foi bacana. A turma é bastante heterogênea, com gente de todas as áreas. Neste primeiro encontro, procurei abordar a origem da música. Hoje (27) à noite, vou contar como surgiu a figura do DJ. Para inspirar a turma, vou ler o primeiro capítulo do livro ‘Last Night a DJ Saved My Life’, de Bill Brewster e Frank Broughton, intitulado ‘Você Deveria Estar Dançando’, no qual eles comparam a ideia do rito com a pista de dança e a figura do xamã com a do DJ”.

 

Ainda na aula desta noite, Eugênio vai abordar o conceito de festa de rua e de como o DJ nasceu com o advento do blues, quando o violão foi acoplado ao amplificador. “Os alunos também vão mexer nas picapes, mas o objetivo deste curso não é ser técnico, é mais abordar a história da discotecagem. Além disso, eu acredito que todo DJ seja meio autodidata, aprenda muito observando outros DJs”, finaliza.

 

 

Texto: Felipe Del, Giovanna Offer e Majô Levenstein

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