Curso de Extensão Cultural reúne 18 diretores consagrados

Publicado em: 08/07/2013

Promovido pelo departamento de Extensão Cultural da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do palco, o curso “Processos criativos de encenadores brasileiros” irá reunir 17 dos mais consagrados diretores da cena nacional. O orientador será Rodolfo García Vázquez, que também coordena o curso de Direção da Instituição.

 

 

Rodolfo García Vázquez (Foto: Divulgação)

 

Gratuito, o curso está com inscrições abertas e acontecerá de 14 de agosto a 6 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h, na Sede Roosevelt da Escola. Podem participar artistas cênicos em geral, estudantes de teatro, frequentadores de teatro e outros interessados.

 

Os diretores convidados são: José Fernando de Azevedo, Fernando Neves, Márcio Meirelles, Hugo Possolo, Nelson Baskerville, Cibele Forjaz, Claudia Schapira, Carla Candiotto, Alexandra Golik, Sergio de Carvalho, Marcio Abreu, Marco Antônio Rodrigues, Jezebel de Carli, Zé Henrique de Paula, Felipe Hirsch, Roberto Alvim e Johana Albuquerque.

 

O objetivo do curso é oferecer aos participantes contato com destacados encenadores brasileiros e discutir seus processos criativos, valendo-se de depoimentos pessoais, exemplificação com vídeos de espetáculos e debates com a plateia. O curso contará, ainda, com uma apresentação sobre criatividade feita por Rodolfo García Vázquez.

 

Sobre os participantes

Alexandra Golik

Diretora, formada em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), estudou em Paris, nas Escolas Internacionais de Jacques Lecoq, Philippe Gaulier e na L’Université de La Sorbonne, onde fez a maîtrise em “Le geste en fin de partie”, peça de Samuel Beckett. Em 1992, fundou, em Paris, ao lado de Carla Candiotto, a Cia. Le Plat Du Jour, onde escreve, dirige e atua. Trabalhou durante oito anos no Programa Doutores da Alegria. Atualmente, é proprietária do Teatro Viradalata, em São Paulo, onde atua como diretora e dramaturga. Entre outras peças, assina “Insônia”, “Mamy”, “O Poço”, “Vilcabamba” e os espetáculos infantis “Medinho medão” e “Coquetel de fadas”.

 

Carla Candiotto

Atriz, produtora e diretora. Estudou Teatro Físico com Philiippe Gaullier, Arienne Mnouskine, Desmond Jones e Monika Pagneux. Fundou, em Paris, a Cia. Le Plat du Jour. Dirigiu espetáculos de companhias de teatro como Parlapatões, Patifes e Paspalhões, La Mínima de Teatro, Cia. Circo Mínimo e Pia Fraus Teatro. Em 2011, recebeu o prêmio APCA de melhor direção com os espetáculos “Histórias por telefone”, “A volta ao mundo em 80 dias” e “Sem Concerto”. Recebeu o troféu APCA com o espetáculo “Os Três Porquinhos”, da Cia. Le Plat Du Jour, dividindo os prêmios de melhor atriz e adaptação com Alexandra Golik. Em 2012, dirigiu o espetáculo “Penélope a repórter cor-de-rosa”, com Angela Dip  e o espetáculo “Jucazecaju”.

 

Cibele Forjaz

Docente e Pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP. Em 25 anos de profissão, participou ativamente de três coletivos de teatro: A Barca de Dionísos (1986-1991); Teatro Oficina Uzyna Uzona (1992-2001) e Cia.Livre (desde 2000). Fundadora do grupo A Barca de Dionísos, onde Iluminou “Leonce e Lena”, dirigiu “O homem com a flor na boca”, entre outros. Trabalhou no Teatro Oficina Uzyna Uzona, onde foi iluminadora e assistente do encenador José Celso Martinez Correa em “Ham-let”; “Bacantes”, entre outros. Em 1999, fundou a Cia. Livre. Nela, dirigiu “Toda nudez será castigada”, de Nelson Rodrigues; “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee Williams; “Arena conta Danton”, de Fernando Bonassi. 

 

Claudia Schapira

Argentina naturalizada brasileira, é dramaturga, atriz, diretora e figurinista, formada em Rádio e TV pela Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap) e em Interpretação pela Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP). É artista-fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, onde atua como diretora, dramaturga, atriz e figurinista. Trabalha com importantes nomes do teatro, como Ulysses Cruz, José Possi Neto, Cibele Forjaz, Luís Melo e Daniela Thomas, e do cinema, como Tata Amaral, Fabrizia Pinto e Fernando Meirelles. Ao longo de sua carreira, foi premiada por seus textos (prêmio Femsa/Cola-Cola 2009, prêmio Pananco/Coca-Cola 2001, prêmio cooperativa 2008) e figurinos (Prêmio Shell 2005, Prêmio Mambembe 1995). 

 

Felipe Hirsch

Diretor artístico da Sutil Companhia, Hirsch coleciona mais de 150 prêmios e indicações nos 18 anos de existência do grupo. Criou, entre outros, os espetáculos  “Avenida Dropsie” e “A vida é cheia de som & fúria” s. Dirigiu Paulo Autran no clássico “O avarento”, de Molière. Em 2008, a peça de câmara “Não sobre o amor” venceu o Prêmio Shell e recebeu o Prêmio Bravo! de Melhor Espetáculo do Ano. Em 2009, estreou “Viver sem tempos mortos”, com Fernanda Montenegro. “Pterodátilos”, com Marco Nanini e Mariana Lima, obteve mais de 30 prêmios e indicações. Em 2012, dirigiu “O livro de itens do paciente Estevão” e as óperas “Violanta” e “Tragédia Florentina”. Em 2013, lançou a minissérie “A menina sem qualidades”, na MTV.

 

Fernando Neves

Integrante do grupo Os Fofos Encenam, fundado em 1992, é diretor teatral, ator, coreógrafo e bailarino. Descendente de família circense, desenvolve, atualmente, pesquisa sobre a estética do circo-teatro. Como ator, trabalhou em mais de 20 espetáculos, sob a direção de Marcio Aurelio, Gabriel Villela, William Pereira, Francisco Medeiros, Maurice Vaneau, Carlos Alberto Soffredini, Marco Nanini, entre outros. Dentre os prêmios que já recebeu estão: Governador do Estado (1988), na categoria melhor ator, pelo espetáculo “Lampião e Maria Bonitinha no Reino do Divino”; Festivale, na categoria melhor diretor (“A Mulher do Trem”), e, em 2004, o Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator em “Assombrações do Recife Velho”. 

 

Hugo Possolo

Ator, cenógrafo, figurinista, e diretor de teatro, circo e ópera, prefere se definir como Palhaço. Fundou o grupo teatral Parlapatões. Entre seus trabalhos destacam-se: “Sardanapalo” (1993); “Piolin” (1997); “A flauta mágica” (1996), sob regência de Abel Rocha; “Farsa quixotesca” (1999); “Eu e meu guarda-chuva” (2003), em parceria com Branco Mello, dos Titãs; “Prego na testa” (2005); “As nuvens e/ou um deus chamado dinheiro” (2003); “A italiana em Argel” (2007), sob regência de Jamil Maluf e “Parlapatões revistam Angeli” (2013). Foi Coordenador Nacional de Circo da Funarte (2004/2005). Fundou o Circo Roda, onde escreveu e dirigiu “Stapafúrdyo” (2006); “Oceano” (2008) e “DNA – Somos todos muitos iguais” (2010). 

 

Jezebel de Carli

Diretora, professora e atriz. Bacharel em Artes Cênicas e mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora do Curso Graduação em Teatro na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). É diretora da Santa Estação Cia. de Teatro. Atuou na direção cênica do espetáculo “Desvio”, junto à Muovere Cia. de Dança. Participou, com as atrizes Gabriela Greco e Larissa Sanguiné, da residência artística com o Odin Teatret durante a 7º edição do Palco Giratório. Em 2013, realiza o projeto” Hotel Fuck In City” (Prêmio Myriam Muniz de Circulação), com o espetáculo “Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar”, nas cidades de Campinas, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

 

Johana Albuquerque

Formada em artes cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL-RJ), tem bacharelado em direção pela ECA/USP, é mestre pela UNI-RIO e doutora também pela ECA/USP. Dirige a companhia Bendita Trupe, que criou, entre outros, “Assembleia dos bichos” e “O tesouro de Balacobaco”. Em 2009, encenou seu primeiro espetáculo para jovens, “Espiral do tempo”. Em 2013, Johana adapta e encena “O casamento”, romance homônimo de Nelson Rodrigues, numa parceria da Bendita Trupe com o Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. Foi a proponente e coordenadora e consultora da Enciclopédia de Teatro Brasileiro do Itaú Cultural.

 

José Fernando Azevedo

Diretor e dramaturgo do grupo paulista Teatro de Narradores; professor de teorias do teatro e história do teatro brasileiro na ECA/USP; doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia da USP. Dirigiu também “Ensaio sobre Carolina” e “Além do ponto”, do Grupo Os Crespos. Foi um dos curadores do Próximo ato – encontro internacional de teatro (2006-2009) e da edição de 2011 do programa Rumos Teatro, organizados pelo Instituto Itaú Cultural. É co-organizador do volume “Próximo ato: teatro de grupo”, e foi editor da Revista Camarim, da Cooperativa Paulista de Teatro. Em 2011, foi um dos curadores do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto (SP). 

 

Marcio Abreu

Diretor artístico e fundador da Companhia Brasileira de Teatro, o ator, diretor e dramaturgo tem em sua formação acadêmica passagens pela Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe (Eitalc) e pela Escola Internacional de Antropologia Teatral (Ista). No final dos anos 90, fundou o Grupo Resistência de Teatro. Em 1999, criou, em Curitiba, a Companhia Brasileira de Teatro, reunindo profissionais dispostos a pensar o teatro e a trabalhar na criação de espetáculos e de processos. Entre seus espetáculos, estão: “Apenas o fim do mundo” (2005/2008), “Vida” (2010/2012), “Oxigênio” (2010/2012), “Esta criança” (2012), entre outros.

 

Marcio Meirelles

Diretor, cenógrafo e figurinista. Responsável pela revitalização do tradicional Teatro Vila Velha, em Salvador, também criou, em 1990, juntamente com Chica Carelli, o Bando de Teatro Olodum, grupo baiano formado somente por atores negros. Entre seus atuais trabalhos, destacam-se: “Ó pai, ó”, cujos texto e projeto de encenação deram origem ao filme homônimo, dirigido por Monique Gardemberg. Também escreveu e dirigiu a peça “Candances – a reconstrução do fogo” (2003), do grupo carioca Companhia dos Comuns, que se tornou samba-enredo do Salgueiro no Carnaval de 2007. Em 2013, criou a Universidade Livre de Teatro Vila Velha.

 

Marco Antônio Rodrigues

Ator, diretor e educador. É licenciado e bacharel em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santos. É professor-encenador do Teatro Escola Célia Helena. Foi diretor regional administrativo da Fundação Nacional de Artes Cênicas – São Paulo, no período de 1987 a 1990. Em 1991, recebe o Prêmio Molière na categoria especial de direção pelo espetáculo infanto-juvenil “Enq, o Gnomo”, de Marcos de Abreu. É um dos fundadores do grupo Folias d’Arte e do teatro Galpão do Folias. Encenador, seus mais recentes trabalhos são: o musical “Casting”, “Odisseia”,  “Crianças da Noite”, “Êxodos” e “Oresteia”.

 

Nelson Baskerville

É ator, diretor, autor teatral e artista plástico. Prêmio Shell 2011 de melhor diretor por “Luis Antonio-Gabriela”. Em 2012, dirigiu “17 X Nelson – parte 2”, “Os 7 gatinhos”, “A falecida” e “Brincando com fogo”. Trabalhou no grupo Tapa entre 1989 e 1991, nos espetáculos “A megera domada”, “Solness, o construtor” e “Senhor de porqueiral”. Foi também integrante do Núcleo dos Dez de Dramaturgia, coordenado por Luis Alberto de Abreu. Foi professor do Teatro-Escola Célia Helena por 19 anos. Seus mais recentes trabalhos são: “Os credores”; “Córtex”; “As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo”, com a Cia. Provisório-Definitivo, e “Lou&Leo”.

 

Roberto Alvim

Dramaturgo, diretor e professor de Artes Cênicas. Lecionou Dramaturgia e História do Teatro em instituições como a Universidade de Córdoba, a Escola Livre de Teatro (SP), a Casa das Artes de Laranjeiras (RJ) e a SP Escola de Teatro. Desde 2009, é professor e coordenador do Núcleo de Dramaturgia do Sesi, em Curitiba. Traduziu as obras de autores contemporâneos, como Harold Pinter e Richard Maxwell. Foi diretor artístico do Teatro Ziembinski (RJ), em 2005, onde criou o movimento Nova Dramaturgia Carioca. Em 2011, lecionou dramaturgia em Bruxelas; em 2012, no Uruguai e no México. Desde 2006 dirige o grupo paulistano Club Noir.

 

Rodolfo García Vázquez

Diretor e dramaturgo, fundou, em 1989, ao lado de Ivam Cabral, a Cia. de Teatro Os Satyros, com a qual realizaram mais de 70 produções teatrais. De 1997 a 2005, dirigiu o projeto Instant Acts, da instituição alemã Interkunst. Dirigiu espetáculos como “A filosofia na alcova”, “A vida na Praça Roosevelt” e “Roberto Zucco”, entre outros. É responsável pela coordenação e idealização, também em parceria com Ivam Cabral, do evento anual Festival Satyrianas. Atualmente, está dirigindo o seu primeiro longa-metragem, “Hipóteses para o amor e a verdade”, adaptação da peça homônima para o cinema. É coordenador do curso de Direção da SP Escola de Teatro.

 

Sérgio de Carvalho

Diretor, dramaturgo, crítico e pesquisador. Formou-se em Jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, em 1988. Mestre em Artes pela ECA/USP e doutor em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Em 1992, inicia-se no teatro, assinando a dramaturgia de “Paraíso perdido”, primeira montagem de Antônio Araújo com o grupo Teatro da Vertigem. Em seguida, funda a Companhia do Latão. Em 1996, estreia sua primeira produção, “Ensaio para Danton”, baseada em texto de Georg Büchner. É professor de Dramaturgia e Crítica na USP.

 

Zé Henrique de Paula

Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Artes Cênicas pela ECA/USP. Foi assistente do cenógrafo J.C. Serroni em “Nova velha estória” e “Trono de sangue”. Dirigiu “A comédia dos erros”, “Judas em sábado de aleluia”, entre outras, além das peças do repertório do Núcleo Experimental, como “As troianas – vozes da guerra”, “Casa/Cabul”, etc. Indicado ao Prêmio Shell em 2009 e 2010, como Melhor Diretor, por “As troianas” e “Side man”, respectivamente, e em 2012 como Melhor Cenógrafo por “Bichado” e Melhor Figurinista por “No coração do mundo”. Com “L’illustre Molière”, em 2012, ganhou o Prêmio Shell de Figurinista.

 

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