Autonomia e criação artística no Experimento do módulo Vermelho

Publicado em: 24/09/2014

O módulo Vermelho da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco pode ser considerado um dos maiores desafios do ciclo de quatro módulos dos Cursos Regulares da Instituição. 

 

Isso porque, diferentemente dos outros, o eixo temático deve ser definido por cada um dos oito núcleos, assim como o artista pedagogo que será tomada como referência. Neste semestre, o material de trabalho que encaminha a pesquisa é “Dinheiro e Poder no Brasil”. Enquanto isso, o operador – ou seja, o modo por meio do qual os conteúdos são trabalhados, sendo geralmente um pensador – é o pensamento do economista francês Thomas Piketty.

 

Reunindo tais pressupostos e acrescentando outros, gerados no cerne de cada grupo, os aprendizes desse módulo compartilharam pela primeira vez com o público, no último sábado (20), as investigações cênicas do Experimento, na Sede Roosevelt da Escola.

 

O que o público viu durante esse Território Cultural é fruto de 12 encontros (dias) entre os aprendizes (de todas as áreas) que formam cada núcleo – no caso dos outros módulos, esse tempo cai para apenas 3 encontros (dias), na primeira abertura de sala.

 

Este é o primeiro Experimento de Wellington Carlos da Silva, aprendiz de Dramaturgia do núcleo 3.  “O mais interessante dessa criação toda é ver todas as áreas trabalhando juntas. Estou gostando disso, porque, afinal, o teatro é coletivo”, afirma.

 

Núcleo 7 (Foto: Cristiane Camelo)

 

A autonomia para criar, organizar e definir as proposições estéticas, técnicas e conceituais do Módulo é um dos principais elementos a serem realizado pelos aprendizes. Um exemplo é o trabalho de sonoplastia do núcleo 5, como explica a aprendiz Maria Helena Garcia: “Tentamos trabalhar tanto com a narratividade, inserindo canção, quanto com a performatividade, desconstruindo algumas músicas para ambientalizar o espaço. O Vermelho é bom por causa disso, nunca ficamos presos em uma coisa só”.

 

Apesar de se constituir como uma nova e grande responsabilidade, tal autonomia também pode potencializar a participação criativa de todas as áreas no processo dos núcleos. E também dá espaço para o imprevisível se manifestar. Jorge Felipe Moreira, que cursa Técnicas de Palco e integra o núcleo 1, comenta que a proposta inicial de seu grupo era levar o trabalho para a rua, num formato mais popular. No entanto, para essa primeira abertura, acharam melhor ficar em um espaço fechado, ainda que sem abandonar elementos da rua. 

 

“Particularmente, eu me identifiquei muito com o trabalho. Gostei porque foi divertido de ver, de fazer. E tem sempre a ideia de não estar acabado, de não ser impecável. Estou muito feliz”, ele comenta. 

 

A próxima abertura de sala do módulo Vermelho está prevista para acontecer no dia 25 de outubro.

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