Oito momentos que marcaram o teatro brasileiro moderno

Publicado em: 06/05/2020

Antonio Gilberto dará o curso online Teatro Brasileiro Moderno: Encenação e Dramaturgia na SP Escola de Teatro entre 18 e 29 de maio. As inscrições gratuitas vão até o próximo domingo (10).

Ele é diretor, pesquisador, professor e produtor teatral. Formou-se em Artes Cênicas/Direção Teatral na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em Psicologia na PUC-RS, além de ser mestrando do Curso de Artes Cênicas da UniRio.

O curso vai traçar um panorama teatral brasileiro desde a década de 1930. Diante da temática, pedimos então que ele nos listasse oito momentos marcantes do Teatro Brasileiro Moderno. Veja, abaixo, o que Antonio Gilberto respondeu:

1938
Estreia do Teatro do Estudante do Brasil (TEB) criado por Paschoal Carlos Magno no Rio de Janeiro, com o espetáculo “Romeu e Julieta” com a direção de Itália Fausta, que buscava uma concepção cênica que envolvia um trabalho conjunto. 

 1943
Estreia no dia 28 de dezembro no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, “Vestido de Noiva” de Nelson Rodrigues com a direção de Ziembinski. Um marco pelas rupturas e inovações dramaturgicas e pela encenação de Ziembinski.

1948
Fundação do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em São Paulo pelo italiano Franco Zampari. O TBC em termos empresárias consolidou  o teatro moderno brasileiro, promoveu o amadurecimento de uma geração de atores por meio do trabalho com diversos diretores estrangeiros que passaram pela Companhia.

1948
A Escola de Arte Dramática (EAD) é criada por Alfredo Mesquita em São Paulo. A EAD foi fundamental no ensino técnico de várias gerações de atores que formou. 

A atriz Yoná Magalhães em “Vestido de Noiva”, marco do Teatro Moderno Brasileiro. Foto: Divulgação

1955
Estreia de “A Moratória”, de Jorge Andrade, no Teatro Maria Della Costa em São Paulo, marcando o inicio de uma fase importante da dramaturgia nacional. Pelas inovações da dramaturgia (tema, estilo), da encenação de Gianni Ratto e principalmente por ter revelado um dos maiores dramaturgos brasileiros: Jorge Andrade.

1958
Estreia de “Eles Nâo Usam Black-Tie” de Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro de Arena de São Paulo. Em função da temática e da encenação em espaço intimo que priorizava o trabalho do ator.

1959
Estreia da Companhia “Teatro dos Sete”, com o Mambembe de Arthur Azevedo. Um marco pela importância da montagem do texto de Artur Azevedo e pelo trabalho que seria desenvolvido a partir dessa estréia pela Companhia. 

1967
Estreia de “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade, com direção de José Celso Martinez Correa, no Teatro Oficina em São Paulo. A montagem do Teatro Oficina revela Oswald de Andrade como dramaturgo e apresenta um espetáculo construído sob a ótica do tropicalismo, movimento cultural que surge nos anos 1960.

CULTURA EM CASA

Assim como outros equipamentos, a SP Escola de Teatro criou uma programação especial na internet para oferecer ao seus seguidores. Assim, está disponível uma série de conteúdos multimídia, como vídeos de espetáculos e de palestras e bate-papos de nomes como as atrizes Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Denise Fraga, a monja Coen, a escritora Adélia Prado e o pastor Henrique Vieira, além de cursos gratuitos a distância.

O acervo ainda inclui filmes produzidos pela Escola Livre de Audiovisual (ELA) – iniciativa da Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap), gestora da SP Escola de Teatro – em parceria com instituições internacionais, com a Universidade das Artes de Estocolmo (Suécia).

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