A Luz como Manifestação Artística

Publicado em: 02/06/2011

Formar profissionais que não se limitem a tratar a luz apenas como técnica, mas como manifestação artística, é o principal objetivo do Componente Projeto Co-autoral, ministrado no Módulo Azul por Grissel Piguillem, formadora do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. 

 

No princípio das aulas os aprendizes trabalharam com colagens, que, segundo Grissel, é uma forma de construir, a partir de recortes, uma única imagem que tenha um conceito e desperte a subjetividade de quem a vê. “Propus que eles fizessem colagens pensando no que acontecia ao redor deles no dia-a-dia. Durante toda a fase do Processo, eles discutiram idéias e referências e durante o Experimento colocaram em prática a luz que haviam pensado”, completa.

 

O resultado do trabalho será apresentado em uma exposição marcada para o último Território Cultural do semestre, no dia 25 de junho. Para despertar o interesse dos aprendizes para a realização de pesquisas e desenvolvimento de projetos, cada dupla entregou um projeto escrito informando o que será realizado na apresentação, sob as premissas: conceito artístico, conceito estético e conceito técnico.

 

Mesmo não sendo obrigatório trabalhar com elementos de “Van Gogh: o Suicidado da Sociedade”, de Artaud, referencial do Módulo Azul, a formadora atesta que, ainda assim, sentiu bastante influência de elementos da obra do francês. “A grande maioria vai para o lado performativo ou para o Artaud. Alguns chegam a englobar temas bem amplos, como, por exemplo, religião.” 

 

O Componente, segundo a formadora, é muito importante para a formação dos aprendizes. “A luz, muitas vezes, é vista apenas como técnica. Tanto a Escola como o Bonfanti (coordenador do curso de Iluminação) têm o objetivo de fazer com que eles não se limitem a isso, que passem a ver a luz também sob a concepção artística”, diz Grissel.

 

Fotos: Arquivo SP Escola de Teatro