Guilherme Bonfanti
De Enciclopedia do Teatro
Guilherme Bonfanti (Leme/SP, 1956) é light designer
Biografia
Guilherme Bonfanti Piedade, de nome artístico Guilherme Bonfanti, nasceu em Leme, SP, em 11 de novembro de 1956. É Light Designer e coordenador do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro.
Um dos fundadores do Teatro da Vertigem, foi também light designer constante nos espetáculos dirigidos por Eduardo Tolentino de Araújo, do Grupo Tapa; Oswaldo Gabrielli, do grupo XPTO; William Pereira; e Gabriel Villela. E também colaborou com José Sanchis Sinisterra em sua primeira direção no Brasil.
Atua, desde 1987, em diversos projetos de artes visuais e performáticas, arquitetura, mostras e exposições, moda, eventos profissionais e corporativos. Iniciou a carreira fazendo montagem, criação e operação de luz para o Espaço Off, casa noturna de Celso Curi, em São Paulo, centro difusor da arte experimental do período, atuando em dezenas de realizações.
Em 1990, faz o desenho de luz para "Oberösterreich" e "Hiperbórea" dois espetáculos de Antônio Araújo, com quem funda o Teatro da Vertigem. Para a coreógrafa Renata Melo ilumina "Fui, Vim e Voltei", no mesmo ano, assim como a ópera "Fata Morgana", direção de Marcia Abujamra.
No ano seguinte, volta a colaborar com Araújo, em "Clitemnestra", de Margerite Yourcenar, num solo emocionante de Marilena Ansaldi. Em 1992, ganha seu primeiro Prêmio Shell, em parceria com Marisa Bentivegna, com a ambientação inusitada da luz na Igreja de Sta. Ifigênia, templo que sedia "O Paraíso Perdido", primeira encenação do Teatro da Vertigem. Coordena, no mesmo ano, o Festival Internacional de Teatro de Londrina, onde se incluem importantes realizações internacionais.
Em 1994, foi o criador da luz de "Forró for All", espetáculo de Ana Maria Mondini; "Um Homem Sem Qualidades e Futebol", direções de Bia Lessa, entre outros. Em 1995, cria a luz para "O Livro de Jó", nova encenação do Teatro da Vertigem, agora num hospital, montagem extensamente premiada - um dos marcos desta década. Em 1996, está, entre outros, em "Rasto Atrás", de Jorge Andrade, montagem do Grupo Tapa. No mesmo ano, ilumina "Luzes da Bohemia", de Ramon Valle Inclan, direção de William Pereira, com quem voltará a colaborar em "O Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, 1997. Neste ano, cria o projeto de luminotécnica para o centro cultural do edifício sede da Fiesp, em colaboração com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Em 1998, trabalha, novamente, com o Grupo Tapa, em "Ivanov", de Tchecov, e com Cibele Forjaz, em "Vida de Galileu", de Bertold Brecht.
Fez projetos para a XXIII e XXIV , XXV, XXVI Bienal Internacional de São Paulo, e Mostra dos 500 anos, projetando e coordenando todo o projeto luminotécnico das exposições.
Em 1999, com o Teatro da Vertigem, realiza o último espetáculo da trilogia, "Apocalipse 11,1", direção de Antônio Araújo, sediada no presídio do Hipódromo.
Além de óperas e balés, faz luz para shows musicais, com destaque para artistas como Karnak, Titãs, Otto, Vânia Bastos e Marina Lima. Na área de dança para Ana Mondini, Companhia República da Dança, Gisela Rocha, companhia Terceira Dança, Décio Otero e Ballet Stagium.
Principais trabalhos como Iluminador
- 1986- Corpo Estrangeiro, de Marguerite Duras, direção de Marcia Abujamra, produção Cooperativa Paulista de Teatro
- 1987-Tangos e Tragédias, de Nico Nicolaiewsky, Hique Gomes e Dilmar Messias, produção Espaço Off
- 1987- Blas Fêmeas, de Maiakovski, James Barrie, Gerald Thomas, Ana Kfouri, Mariana Muniz, Rita Malot, direção de Roberto Lage, produção Espaço Off
- 1990- Oberösterreich, de Franz X. Kroetz, direção de Antônio Araújo, produção TUSP
- 1990- Hiperborea, livre adaptação do texto "Céu e Terra", de Gerlind Reischager, direção de Antônio Araújo
- 1991- Woyzeck, de Georg Büchner, direção de Cibele Forjaz, produção Secretaria do Estado e da Cultura
- 1991- Clitemnestra, de Marguerite Yourcenar, direção de Antônio Araújo
- 1992- Othello, a Sombra da Dúvida, criação e direção de Fabrizia Pinto e Renné Birocchi
- 1992- Paraíso Perdido, concepção e direção de Antônio Araújo, produção Teatro da Vertigem
- 1993- Rancor, de Otávio Frias Filho, direção de Jaime Compri
- 1994- Alice, de Lewis Carroll, direção de Marco Antônio Lima, produção A Cidade Muda
- 1994- O Homem Sem Qualidades, de Robert Musil, direção de Bia Lessa
- 1994- Cegonha, Avião, Mentira Não, de Yves Vendrenne, direção de Joaquim Goulart
- 1994- Futebol, de Alberto Renault, direção de Bia Lessa, produção Teatro Popular do Sesi
- 1995- Descalços no Parque, de Neil Simon, direção de Jacques Lagôa
- 1995- O Livro de Jó, de Luís Alberto de Abreu, direção de Antônio Araújo
- 1995- Batom, de Walcyr Carrasco, direção de Celso Nunes
- 1995- Dorotéa, Uma Farsa Irresponsável, de Nelson Rodrigues, direção de Fernando Guimarães, Adriano Guimarães e Hugo Rodas
- 1995- Lulu, de Wedekind, direção de Marcelo Marchioro
- 1996- O Pequeno Mago, criação coletiva, direção coletiva, produção Grupo XPTO
- 1996- Luzes da Bohemia, de Ramon Valle Inclan, direção de William Pereira
- 1996- Buster, o Enigma do Minotauro, criação coletiva, direção de Oswaldo Gabrielli, produção Grupo XPTO
- 1996- Rasto Atrás, de Jorge Andrade, direção de Eduardo Tolentino de Araújo, produção do Grupo Tapa
- 1997- Do Fundo do Lago Escuro, de Domingos de Oliveira, direção de Eduardo Tolentino de Araújo, produção Grupo Tapa
- 1997- Buster Keaton, texto e direção de Oswaldo Gabrielli
- 1997- O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, direção de William Pereira
- 1998- A Vida de Galileu, de Bertold Brecht, direção de Cibele Forjaz, produção Núcleo de Pesquisa Teatral
- 1998- Ivanov, de Anton Tchecov, direção de Eduardo Tolentino de Araújo, produção Grupo Tapa
- 1998: Luzes da Bohemia, de Ramon Valle Inclan, direção de William Pereira
- 1998- Em Nome do Pai, de Alcione Araújo, direção de Marcio Aurelio
- 1998- Linhas Cruzadas, texto e direção de Luis Louis
- 1998- O Tempo e o Lugar, de Botho Strauss, direção de Marcelo Marchioro
- 1998- Decadência, de Steven Berkof, direção de Vitor Garcia Parente
- 1999- Apocalipse 11,1, adaptação de Fernando Bonassi, direção de Antônio Araújo, produção Teatro da Vertigem
- 2000- Frankenstein, adaptação, direção e produção de Pia Fraus
- 2000- Patty Disphusa, de Pedro Almodóvar, direção de Fernando Guerreiro
- 2000- Preso Entre Ferragens, de Fernando Bonassi, direção de Eliana Fonseca
- 2001- Only You, de Consuelo de Castro, direção de José Renato
- 2001- Os Saltimbancos, de Chico Buarque, direção de Gabriel Villela, produção Cia. Musical de Repertório TBC
- 2001- A Ópera do Malandro, de Chico Buarque, direção de Gabriel Villela
- 2002- Godspell, de Stephen Sewharts, direção de Miguel Falabella
Homenagens, Títulos e Prêmios
- 1991– Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – melhor iluminação por "Clitemnestra", de Margerite Yourcenar, direção de Antônio Araújo
- 1992– Prêmios Shell e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – melhor iluminação por "Paraíso Perdido", concepção de Antônio Araújo, direção de Antônio Araújo, produção Teatro da Vertigem
- 1995– Prêmios Shell e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – melhor iluminação por "O Livro de Jó", Luís Alberto de Abreu, direção de Antônio Araújo, produção Teatro da Vertigem
- 1996– Prêmio Apetesp – melhor iluminação por "Buster, o Enigma do Minotauro", criação coletiva, direção de Oswaldo Gabrielli, produção Grupo XPTO
- 1997– Prêmios Shell e Mambembe – melhor iluminação por "O Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, direção de William Pereira
- 1997– Prêmio Apetesp – melhor iluminador por "Buster Keaton", criação e direção coletiva do Grupo XPTO
- 1998– Prêmios Shell e Mambembe – melhor iluminação por "Ivanov", de Anton Tchecov, direção de Eduardo Tolentino de Araújo, produção Grupo Tapa
- 2000- Shell por “Apocalipse 1,11”, com o Teatro da Vertigem, direção de Antônio Araújo
- 2002- Indicação para Prêmio Shell pela iluminação do espetáculo “Ponte e a Água da Piscina", direção de Gabriel Villela
- 2002- Prêmio Pananco de Teatro Jovem pelo espetáculo "Utopia", direção de Oswaldo Gabrielli
- 2006- Shell por "BR3", com o Teatro da Vertigem, direção de Antônio Araújo
- 2010- Inidicação ao Premio Pananco de Teatro Infanto Juvenil pela iluminação do espetáculo "O travesseiro", texto e direção de Kiko Mascarenhas
