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A Direção dos Diretores

Publicado em: 18/08/2011

Atentos na emoção, na repercussão de uma fala e na relação entre atores, os aprendizes de Direção da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, entraram, literalmente, no mundo da atuação, em uma aula com o diretor Maurício Paroni, na quarta-feira (17/8).
 

Depois de cursar a Faculdade de Direito, a Escola de Comunicações e Artes e a de Filosofia, na Universidade de São Paulo (USP), Paroni residiu em Milão por 15 anos onde também se formou na Scuola D’Arte Drammatica Piccolo Teatro.
 

Desde 1998, está artisticamente associado à companhia escocesa “Suspect Culture”. Foi professor residente na Universidade Statale di Pavia, em 1999 (Itália); na Volda Universitat, em 2003 (Noruega); e na Royal Scottish Academy of Music and Drama, entre os anos de 2002 e 2004 (Glasgow, Escócia).
 

Como diretor, encenou mais de 40 espetáculos no Brasil, Itália, Reino Unido, Portugal, Noruega e República Tcheca. Nessa trajetória, também atuou durante 10 anos, como diretor estável do Centro Di Ricerca Per Il Teatro, em Milão. Atualmente, se dedica aos trabalhos de seu coletivo Atelier de Manufactura Suspeita.

 

A proposta do diretor foi a de fazer com que os aprendizes sentissem na pele o que é ser dirigido e que se utilizassem de diversos recursos de direção. Para isso, ele montou uma cena de “Otelo”, de William Shakespeare, na sala de aula. “Estamos criando um universo aqui”, falou, enquanto dirigia Naloana Costa, aprendiz do curso, que interpretava Desdêmona.

 

Naloana Costa, aprendiz de Direção (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

Rodolfo García Vázquez, coordenador do curso, ressaltou que a experiência adquirida pelos aprendizes de Direção do Módulo Vermelho foi a de estabelecer relações criativas entre todas as áreas do fazer teatral. “Eles aprenderam a trabalhar em coletivo e descobriram em que medida as nossas opções causam impacto no resultado cênico, além disso, puderam notar a importância das diferenças de opinião entre os formadores, que fazem a experiência da Escola ser única.”
 

“A gente também dramatiza com o imaginário”, explicou Paroni durante o exercício. “Vocês precisam fornecer o modo de atuar para os atores, seja qual for o método. Precisam saber o que querem na hora de dirigir. Um diretor até pode pedir para o ator ‘errar’, mas somente se ele sabe o que é certo. Lembrem-se que tirar o lógico de tudo é um recurso”, completa.
 

“Se o diretor não sabe, você é obrigado a dizer que não sabe e depois descobrir tudo. E não vão perder a autoridade por isso, pelo contrário. Não há nenhum dogma naquilo que falo, a não ser esse”, concluiu o diretor.
 

Texto: Renata Forato

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