Saindo do Papel

Publicado em: 28/02/2018

Com atividades iniciadas nos primeiros meses de 2010 e turmas de 25 aprendizes em cada um dos Cursos Regulares, totalizando 200 no ano passado e 400 em 2011, quando foi inaugurada nova turma, passaram pela SP Escola de Teatro mais de 200 formadores. Neste período, houve, na Instituição 23 mil horas de aula, a Escola recebeu nada menos do que 60 mil acessos no seu canal no Youtube e mais de três mil acessos/dia em seu portal – que abriga, além de matérias, um banco de mais de 100 mil imagens. Também hospedada no site da Escola está a Teatropédia,  Enciclopédia Virtual das Artes do Palco, que reúne, atualmente, mais de três mil verbetes. Houve ainda 32 Territórios Culturais, encontros realizados aos sábados e abertos ao público, 59 atividades externas, 14 mesas de discussão com 54 convidados, 80 bate-papos online para aproximadamente dois mil participantes. O Programa Kairós, que concede bolsas-oportunidades no valor de R$ 545,00, proporcionando ao aprendiz a possibilidade de frequentar atividades e eventos culturais, adquirir material técnico/pedagógico e subsidiar despesas com transporte e alimentação, publicou quatro editais, oferecendo 600 bolsas.

Além disso, 55 aprendizes foram encaminhados ao mercado de trabalho, dois formadores foram enviados para a Espanha, com apoio do Governo Espanhol, três  aprendizes foram apresentar seus trabalhos em Praga, na República Tcheca, um foi aos Estados Unidos e um coordenador foi para o Japão.

O objetivo de formar jovens para o mercado de trabalho na área da Economia Criativa foi atingido graças às intensas atividades às quais os aprendizes foram convidados a participar, mostrando a vocação da SP Escola de Teatro para agregar artistas nacionais das mais variadas correntes no espaço da Escola.

Em quatro semestres, os aprendizes que ingressaram na escola no ano passado, frequentaram quatro Módulos independentes, cada um com duração de 20 a 21 semanas e identificado por uma cor: o Verde, o Amarelo, o Azul e o Vermelho.

No primeiro semestre deste ano, a turma matutina, que cursava o Módulo Azul, por exemplo, trabalhou Performatividade e Elementos da Performance, a partir da obra de Antonin Artaud e do movimento estético da Bauhaus. Entre as possibilidades para os projetos experimentais, figuraram as linguagens da instalação, da dramaturgia colaborativa e do ator-criador, firmando canais com múltiplas linguagens e radicando a intervenção urbana. Os projetos de cena para o Experimento foram trabalhados a partir do texto “Vangogh – O Suicidado da Sociedade”, de Artaud, trabalhado durante oito semanas, num total de 480 horas de aula. Já no Módulo Verde, no mesmo período, a turma vespertina, que tinha como Eixo Temático os Elementos do Realismo, e, como Operador, a caixa preta do palco italiano, debruçou -se sobre características dessa estética. Os projetos de cena para o Experimento foram trabalhados a partir da peça “A Gaivota”, de Anton Tchecov. Neste módulo foi utilizado como espaço (caixa preta) o Teatro Anhembi Morumbi, num processo de 10 semanas, numa carga horária de 480 horas.

EVENTOS

Ainda no ano passado, durante os meses de outubro e novembro, a Escola viabilizou a realização do evento Extensão Ecum/SP. Em parceria com o Ecum (Centro Internacional de Pesquisa sobre a Formação em Artes Cênicas), a SP Escola de Teatro trouxe a São Paulo três artistas-pedagogos russos, entre eles Anatoli Vassiliev, um dos principais encenadores da Rússia nos últimos 20 anos e responsável pela criação da Escola de Arte Dramática em Moscou. Além das oficinas, cujas vagas foram preenchidas por meio de processo seletivo, que envolveu as coordenações pedagógicas do Ecum e da SP Escola de Teatro, bem como a Cooperativa Paulista de Teatro, o evento ofereceu ao público um programa gratuito de conferências.

 

Aprendizes foram convidados ainda a participar do concurso #Mdrama, desenvolvido através do microblog Twitter, no qual deviam criar um texto dramatúrgico em 140 caracteres. Aproximadamente duas mil minipeças foram inscritas e julgadas por uma comissão coordenada por Marici Salomão, jornalista, dramaturga e coordenadora do curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Além dela, completaram o júri o dramaturgo e jornalista Sérgio Roveri; a atriz, diretora e dramaturga Noemi Marinho; e Otávio Martins, diretor, produtor, ator e dramaturgo. Os 63 selecionados terão seus textos publicados em livro (no prelo) editado pela Escola.