Projetos Internacionais

Publicado em: 19/12/2017

Centro de referência em formação nas Artes Cênicas no Brasil, a SP Escola de Teatro mantém-se também entre os nomes das principais instituições de arte do mundo. O modelo de ensino desenvolvido pela Escola, com base na democratização do conhecimento e troca de experiência entre formadores e aprendizes, possibilita o intercâmbio de estudantes e formadores brasileiros e estrangeiros como parte da construção profissional artística.

Em 2017, os aprendizes Jessie Lewis Skoglund e Jacob Danielsson vieram de longe: alunos da Universidade das Artes de Estocolmo (Uniarts), na Suécia, os dois são intercambistas e estão no Brasil para cursar Humor na SP Escola de Teatro. O intercâmbio fez parte do projeto de parceria entre a instituição brasileira e a sueca.

A dupla de intercambistas que estuda Mímica na Suécia chegou a São Paulo em agosto e ficou até outubro. “Nunca estive tão longe de casa,” conta Jessie. “É como nascer de novo. Há muitas diferenças entre nossas culturas, então não temos as mesmas referências, histórias, o mesmo conhecimento sobre teatro.”

Enquanto Jessie e Jacob ficaram no Brasil até o fim de outubro, duas aprendizes da SP Escola de Teatro estiveram na Academia de Artes Dramáticas de Estocolmo. Gabriela Smurro, que cursa Atuação, e Marcela Pupatto, do curso de Humor, definem a experiência fora do País como intensa e transformadora. “O aprendizado lá é voltado para o conhecimento e condicionamento corporal. O caráter técnico do ensino pressupõe um aprendizado individualizado, uma busca pela precisão, repetição e concentração”, contam.

O programa de intercâmbio também incluiu a viagem de formadores brasileiros e suecos. Entre agosto e setembro, os formadores da SP Escola de Teatro Luciano Gentille e Dan Nakagawa ministraram um curso na Uniarts, além de acompanhar algumas aulas de Mímica, Atuação e Performance. Enquanto isso, as professoras Tuija Liikkanen e Lena Stefenson ministraram em São Paulo o curso de extensão “Composição e coreografia da cena”, na sede Roosevelt da Escola. Nas aulas, as artistas apresentaram diferentes métodos de criação de movimentos cênicos, extraídos de processos como dança contemporânea, contraimprovisação e mímica.

A parceria da SP Escola de Teatro com a Universidade das Artes de Estocolmo já trouxe ao Brasil 22 professores suecos e oito estudantes e já levou à Suécia 12 formadores e oito aprendizes. Trata-se de um projeto sofisticado, na ponta da vanguarda da educação contemporânea, com frutos riquíssimos.

Chipre

Os intercâmbios internacionais também proporcionaram a aprendizes participação em montagens teatrais. Entre abril e maio, quatro estudantes da SP Escola de Teatro estiveram em Pafos, no Chipre, para participar de “Lisístrata”, texto de Aristófanes, com direção de Brian Michaels, inglês radicado na Alemanha. A viagem das estudantes Carol Rodrigues, Clara Cury, Thais Rossi e Vitoria Carine fez parte do programa de Intercâmbio da instituição brasileira em parceria com a Universidade das Artes de Folkwang, na Alemanha.

“As principais questões abordadas na peça são a política e o papel social da mulher naquela época, porém nos impressionou a atualidade das discussões presentes no texto”, escreveram as aprendizes da SP Escola de Teatro em artigo sobre a experiência vivida durante o processo da montagem, que envolveu 12 atrizes (quatro do Brasil, quatro do Chipre e quatro da Nigéria).

Portugal

O ano também marcou o lançamento de uma parceria internacional firmada pela SP Escola de Teatro com a Escola Superior Artística do Porto (Esap), em Portugal. Coordenado pelo setor de Projetos Internacionais da SP Escola de Teatro, a parceria inaugurou um novo modelo de intercâmbio – diferente dos processos seletivos para viagens a outros países que são feitos através de chamamentos, com carta de intenção e ficha cadastral. Para concorrer a uma vaga, aprendizes e colaboradores precisam apresentar um projeto de pesquisa que seria desenvolvido durante a estadia em Portugal. A proposta será analisada e, se aprovada, a Escola faz o intermédio da ida do candidato às instituições portuguesas.