Explorando novos territórios

Publicado em: 28/02/2018

Já que intercambio de ideias é uma expressão-chave na SP Escola de Teatro, é importante frisar que, por meio do edital “Ayudas para la Cooperación Cultural Con Iberoamérica”, lançado em abril de 2010, pelo Ministério da Cultura da Espanha, o coordenador do Curso de Cenografia e Figurino, JC Serroni e a formadora do curso de Iluminação, Grissel Piguillem, foram selecionados para fazer o curso “Taller de Didáctica de las Técnicas del Espectáculo en Vivo”, ação que proporcionou a divulgação da Escola no Mercado Europeu, abrindo portas para outros coordenadores, formadores, aprendizes e funcionários.

A Escola ainda teve a oportunidade de enviar três aprendizes à 12ª Quadrienal de Praga, na República Tcheca, em junho, para apresentar as maquetes do exercício cênico realizado no último semestre de 2010 para a comissão julgadora da Mostra das Escolas. Considerado o maior evento do mundo na sua área, a Quadrienal reúne cerca de cinco mil profissionais para reflexão e apresentação de trabalhos contemporâneos e novas tecnologias em cenografia e arquitetura teatral. Daniel Juliano Fernandes (Técnicas de Palco, Matutino), Carlos Alencar Pereira (Técnicas de Palco, Matutino) e Isaac Feitosa Vale (Cenografia e Figurino, Matutino), os contemplados, foram beneficiados com passagens de ida e volta; seguro viagem e ajuda de custo de 500 Euros.

O aprendiz Fernando Miranda Azambuja, de 27 anos, matriculado no curso de Iluminação (Módulo Vermelho), participou do evento Create, Understand, Experience (CUE), promovido pela empresa ETC – uma das líderes mundiais em fabricação de equipamentos luminotécnicos de ponta -, entre os dias 25, 26 e 27 de julho, na cidade de Madison, em Wisconsin, Estados Unidos. “A escola me deu oportunidade de mostrar para os profissionais de iluminação do mundo todo o trabalho de iluminação de projetos pensados para espaços não convencionais. No caso desta peça-experimento, criamos, em conjunto com aprendizes de outros cursos regulares da escola, uma peça numa fábrica abandonada no Brás, bairro paulistano que abriga a escola”, diz o aprendiz. Ele está se formando do curso de Iluminação e já conseguiu ingressar na carreira. Hoje, trabalha com o diretor Gabriel Vilela na peça Hécuba.

Não foi só Fernando que já conseguiu se ingressar na carreira profissional. Aprendizes foram chamados para trabalhar no acervo Flavio Império; na Antares Produções; no Ateliê Casa do Trem; no Ateliê Cenarium; na Companhia de Teatro Os Satyros; na Cia. Ópera São Paulo; na Dell’Arte Soluções Culturais; no Espaço Cenográfico de São Paulo; na FCR Produções Artísticas; no Grupo de Teatro Os Narradores; no Teatro Alfa; na Companhia Livre de Teatro.

Emerson Alcalde, de 29 anos, que encerra sua jornada na Escola, é um deles. Ele conseguiu trabalho antes mesmo de terminar o curso de Dramaturgia. Conforme diz, suas conquistas devem-se à temporada na SP Escola de Teatro, que, para ele, foi intensa e cheia de surpresas. “Conectei-me com o mundo das artes contemporâneas. As aulas com os muitos mestres me ajudaram a escrever peças experimentais, a dar forma aos meus pensamentos”, observa. “A possibilidade de intervir dramaturgicamente no mundo e a importância do trabalho em equipe foram alguns dos ensinamentos mais interessantes que aprendi na escola, além do contato com os maiores artistas do País, que nos acompanharam de perto, mostrando seu ponto de vista sobre seus trabalhos e sobre o nosso”, ele conta.

Por meio da SP Escola de Teatro, Emerson sentiu-se seguro para lançar duas de suas peças em livro, “A Massa” e “Boneco do Marcinho”, que apresentou no Circuito Sesc de Artes. “Foi ainda na escola que apurei meu trabalho à frente da Cia. Extremos Atos, levando meu projeto ao Circuito Teatral Favelar, com o qual conquistei alguns prêmios”.