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Publicado em: 19/12/2019

A pedagogia de formação contínua é eixo central da SP Escola de Teatro. Assim, o processo de aprendizado vai além da sala, estendendo-se a projetos externos, sejam eles nos palcos da própria São Paulo, de outros estados ou até no exterior. Assim, em 2019, criamos a Mostra SP Escola de Teatro, realizada entre 30 de julho e 2 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, com uma programação de espetáculos produzidos por estudantes dos cursos profissionalizantes da instituição.

Os trabalhos foram desenvolvidos ao longo do segundo semestre de 2018, a partir da temática do etarismo – o preconceito contra idosos, cada vez mais presente nos debates contemporâneos sobre direitos, igualdade, corpo e gênero.

No âmbito internacional, dentro dos projetos de intercâmbio com outros países (trabalho desenvolvido em perspectiva crescente, ao longo de uma década de Escola), um dos destaques do ano foi o colóquio luso-brasileiro sobre inclusão na arte, com o tema “Quem inclui quem?”.

Criado em parceria com o Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto (Esap), o evento, desdobrou-se em duas etapas, uma em Portugal e outro no Brasil. Na primeira, em outubro, o diretor executivo da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral, o coordenador pedagógico Joaquim Gama e a artista docente convidada Adriana Vaz viajaram até a instituição portuguesa para falar sobre o modelo de educação integrativa da Escola. Lá também participaram outros pesquisadores e artistas, como o poeta e músico Carlos Tê e os pedagogos teatrais Hugo Cruz e Jorge Louraço.

Na segunda etapa do colóquio, em São Paulo, em novembro, artistas, autoridades, gestores culturais e pesquisadores participam de painéis, nos quais discutiram políticas e experiências de acessibilidade, com exemplos de atuação de pessoas transgênero, pessoas com deficiências e detentos do sistema prisional. De Portugal veio a professora e diretora artística portuguesa Luísa Pinto, da Escola do Porto – que lançou também em São Paulo o filme “O Filho Pródigo”, desenvolvido com atores profissionais e presos portugueses.

Na passagem pelo Brasil, Luísa Pinto ainda participou da leitura dramática do espetáculo “Anna, Você Pode Ficar!”, de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, junto com a atriz Patrícia Pillar, e estreou como diretora a versão brasileira de “A Decadência dos Seres Não Abstratos”, dramaturgia de Marcio Aquiles, em que questiona os limites entre o concreto e o alegórico.

Outros nove projetos de intercâmbio internacional foram desenvolvidos e executados neste ano de 2019, dentre os quais parcerias com universidades da Suécia, Suíça e Finlândia. É o caso da primeira experiência de aula por vídeo entre os estudantes do curso de Direção da SP Escola de Teatro e os estudantes da Universidades das Artes de Zurique. Juntos, sob orientação dos professores e coordenadores, Rodolfo García e Peter Ender, os dois grupos apresentaram cenas, debateram e propuseram improvisos ao vivo para os colegas do outro lado do oceano.

Veja outros números de 2019:

Dados atualizados até setembro de 2019.