A difusão cultural

Publicado em: 28/02/2018

Os cursos de Difusão Cultural funcionaram, este ano, como segunda linha de força da SP Escola de Teatro. Gratuitos e abertos à população em geral, foram criados para otimizar os Cursos Regulares e firmar uma ponte direta com criadores e pensadores de outras esferas artísticas, mobilizando interessados em teatro, artistas amadores e profissionais que desejam aperfeiçoar ou ampliar seus conhecimentos teatrais.

As atividades da Difusão Cultural se baseiam em três momentos: a iniciação, a reflexão e a produção. Por meio desse tripé, o cidadão pode acessar as etapas de base, de aprofundamento e de viabilização do fazer artístico com ênfase nas artes cênicas e suas múltiplas artérias.

No ano letivo, foram 26 cursos, com carga de 64 horas de duração cada, e 790 participantes, entre os 2.351 inscritos. Estas pessoas tiveram a oportunidade de participar de aulas ministradas pelo diretor filipino Carlos Celdrán, que falou sobre atuação e direção; pela professora da Escola de Arte Dramática da USP Isabel Setti, que abordou estudos poéticos sobre a voz; pelo dramaturgo Aimar Labaki, que expôs uma introdução à teledramaturgia; pelo cineasta Evaldo Mocarzel, que discorreu sobre fundamentos de direção segundo o cineasta Robert Bresson; pela diretora e professora da USP Silvana Garcia, que abordou os modos de teatro moderno e contemporâneo; pelo dramaturgo Roberto Alvim, que concedeu aula sobre a criação dramatúrgica hoje, falando sobre crítica e construção de poéticas contemporâneas, entre tantos outros.

“A premissa de abertura ao fluxo populacional faz da Difusão Cultural um complemento essencial à formação global e cidadã que a SP Escola de Teatro quer fazer valer”, diz Ivam Cabral.